A Justiça mineira decidiu pela suspensão imediata de todas as operações da Vale no Complexo Minerário de Fábrica, localizado em Ouro Preto, região central de Minas Gerais. A medida visa garantir a estabilidade e segurança de todas as estruturas do empreendimento, determinando a paralisação total das atividades, com exceção apenas das ações emergenciais.
Colapso na Cava Área 18 e impactos ambientais
A decisão judicial foi motivada pelo colapso de uma estrutura na Cava Área 18 no dia 25 de janeiro. Esse incidente resultou no extravasamento de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, atingindo áreas operacionais, propriedades de terceiros e cursos d'água da região, como o Córrego Água Santa e o Rio Maranhão, na Bacia do Rio Paraopeba. A ação destacou que o impacto foi agravado por falhas no sistema de drenagem e pelo uso inadequado da cava como reservatório hídrico e de rejeitos.
Medidas determinadas pela Justiça
Além da suspensão das operações, a Justiça estabeleceu uma série de medidas de urgência. Entre elas, a exigência de apresentação de um plano emergencial em até cinco dias, monitoramento contínuo da qualidade da água, mapeamento de estruturas com potencial de risco e adoção imediata de ações corretivas. O descumprimento dessas determinações pode acarretar em multa diária de 100 mil reais, com limite inicial de 10 milhões.
Posicionamento da Vale e ações tomadas
Em resposta à decisão judicial, a Vale informou que suspendeu as operações não apenas em Ouro Preto, mas também em Congonhas. A empresa garantiu que as barragens estão estáveis e já iniciou o processo de remoção de sedimentos, além de estar elaborando um plano de recuperação das áreas afetadas pelo colapso. A companhia ressaltou o compromisso com a segurança e o meio ambiente.
