G1
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou após uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na Malásia. O encontro sinaliza um avanço nas discussões sobre as tarifas impostas pelos EUA às exportações brasileiras.

Esta foi a primeira vez que os dois líderes se encontraram formalmente para tratar das tarifas, após conversas telefônicas e um breve encontro na Assembleia Geral da ONU em setembro.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, a reunião foi considerada positiva. Lula reiterou o pedido de suspensão das tarifas durante o período de negociação. Trump, por sua vez, indicou que instruirá sua equipe a iniciar um processo de negociação bilateral entre os dois países.

De acordo com Vieira, o objetivo é concluir, em poucas semanas, uma negociação bilateral que contemple cada um dos setores afetados pela tributação americana ao Brasil.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, ressaltou que Lula esclareceu que a justificativa utilizada pelos EUA para elevar tarifas globalmente não se aplica ao Brasil, uma vez que o país apresenta um déficit na balança comercial com os Estados Unidos.

Rosa informou ainda que a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro não foi tema de discussão. Lula teria mencionado a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo o respeito ao processo legal e a inexistência de perseguição política ou jurídica.

Lula se ofereceu para intermediar o diálogo entre os EUA e a Venezuela, buscando soluções “mutuamente aceitáveis e corretas”. Os dois líderes concordaram com a necessidade de visitas recíprocas.

O encontro entre as equipes de Trump e Lula marca o início do período de negociação bilateral. O Brasil solicitará a suspensão das tarifas impostas pelos EUA durante esse período, embora não haja previsão de quando essa suspensão poderá ocorrer.

Lula expressou sua disposição em discutir todos os setores e áreas do comércio bilateral, incluindo minerais críticos e terras raras.

Trump teria concordado com a proposta de Lula de mediar o diálogo entre os EUA e a Venezuela, mas detalhes sobre essa intermediação não foram divulgados.

Além disso, os dois presidentes concordaram com a importância de visitas recíprocas, com Trump manifestando interesse em visitar o Brasil e Lula aceitando o convite para ir aos Estados Unidos no futuro, sem datas definidas.

Fonte: g1.globo.com