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O prédio que abriga a Escola de Música Maestro Ernst Mahle (Empem), em Piracicaba, será leiloado no dia 13 de novembro, com lances a partir de R$ 2,7 milhões. Avaliado em R$ 3,986 milhões, o imóvel já estava disponível para venda. O leilão, que acontecerá às 14h, permitirá a participação tanto presencial quanto online.

Apesar da venda do imóvel, a Escola de Música manterá suas atividades, sendo transferida para um espaço dentro do Colégio Piracicabano. A garantia foi dada pela assessoria de imprensa da Unimep, que ressaltou que o leilão se refere unicamente ao edifício, e não ao funcionamento da escola. A transição das operações deve ocorrer em até 180 dias após a venda. Atualmente, a escola conta com cerca de 75 alunos.

A Escola de Música Maestro Ernst Mahle foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial da cidade por meio de um decreto municipal. Essa medida foi tomada após a inclusão do prédio em uma lista de bens que poderiam ser leiloados para quitar dívidas. O imóvel pertence ao Instituto Educacional Piracicaba (IEP) e integra um plano de recuperação judicial da rede metodista, podendo ser vendido para pagar dívidas de FGTS devidas a ex-funcionários. O processo de tombamento como patrimônio imaterial foi iniciado em setembro de 2022, com aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Município de Piracicaba (Codepac) em agosto de 2023.

Fundada em 1953 pelo maestro Ernst Mahle e sua esposa, Maria Apparecida R. P. Mahle, a Empem é reconhecida nacionalmente pela excelência no ensino musical e pela formação de músicos de destaque no Brasil e no exterior.

Paralelamente, tramitam no Codepac os pedidos de tombamento dos bens materiais da escola, incluindo o prédio e o acervo. Localizado na Rua Santa Cruz, o edifício abriga salas de aula e de concertos, instrumentos musicais e uma extensa musicoteca com cerca de 17 mil partituras. O tombamento dos bens materiais impediria alterações, demolições ou mutilações sem autorização prévia do Codepac, sob pena de sanções previstas em lei municipal.

A possível venda do prédio gerou reações negativas na comunidade e entre artistas, que realizaram manifestações e um abaixo-assinado. O tombamento foi proposto como forma de preservar a escola. O pedido de tombamento partiu da sociedade civil, com o apoio de ex-prefeitos, ex-secretários municipais e ex-gestores da Unimep e da Empem.

Em agosto de 2022, o diretor-geral da Educação Metodista e reitor interino da Unimep, Ismael Forte Valentin, declarou que o objetivo é manter a Escola de Música em atividade, mas em um novo local, valorizando a cultura e a história da instituição. Ele informou que o IEP comprou o prédio quando o casal Mahle não conseguiu mais mantê-lo, incorporando o acervo e homenageando o maestro Ernst Mahle. O reitor também mencionou que a escola não é autossustentável há muito tempo e que a pandemia agravou essa situação.

Fonte: g1.globo.com

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