G1
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O número de mortos no devastador incêndio em Hong Kong subiu para 94, tornando-se o incidente mais fatal na região em quase 80 anos. As autoridades locais confirmaram que as chamas foram controladas após intensos esforços dos bombeiros. No entanto, as equipes de resgate ainda enfrentam condições difíceis, com calor e fumaça densa, enquanto prosseguem na busca por cerca de 300 pessoas ainda desaparecidas nos sete edifícios atingidos, cada um com 31 andares.

Uma moradora, que preferiu não se identificar, relatou ter perdido tudo no incêndio, lamentando a perda de um lar que possuía há mais de duas décadas. “E agora, o que eu faço?”, questionou, expressando o desespero de muitos que ficaram desabrigados.

O trágico evento levantou questões sobre as causas e a segurança dos edifícios. A polícia deteve um engenheiro e dois diretores da empresa responsável pela recente reforma no condomínio, acusando a construtora de negligência grave. As investigações preliminares indicam que as telas e lonas utilizadas na parte externa dos prédios não atendiam aos padrões de segurança.

Além disso, o uso de andaimes de bambu, uma tradição secular na região, também está sob escrutínio, dado seu alto potencial de inflamabilidade. O chefe do governo local está considerando a implementação de normas que tornem obrigatório o uso de andaimes de metal no futuro.

Diante da crise, o governo de Hong Kong anunciou um auxílio financeiro de aproximadamente R$ 7 mil para cada sobrevivente do incêndio. A medida visa fornecer algum suporte em meio ao grave déficit habitacional e aos altos preços de moradia na região.

A comunidade local se mobilizou para ajudar os desabrigados, organizando campanhas de arrecadação de roupas e alimentos. Uma senhora de 72 anos, visivelmente emocionada, expressou gratidão pela ajuda recebida, afirmando que agora tinha ao menos uma roupa para vestir.

Fonte: g1.globo.com