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A morte súbita de uma jovem de 26 anos, Kelli Larissa Chiele, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, chocou a comunidade e levantou questionamentos sobre a importância do diagnóstico precoce. O triste episódio ocorreu na última segunda-feira, 22 de janeiro, quando Kelli tentava sair de sua residência para buscar ajuda médica devido a fortes dores no peito e falta de ar. A tragédia se desenrolou na garagem de seu condomínio, onde ela foi encontrada desacordada. Os socorristas foram acionados, mas, apesar dos esforços intensos de reanimação, a jovem não resistiu, vindo a óbito por uma suspeita de parada cardiorrespiratória. Este caso, que veio a público alguns dias após o ocorrido, destaca a urgência de atenção a sintomas aparentemente benignos e a rapidez com que condições graves podem se manifestar, deixando um rastro de dúvidas e luto para familiares e amigos.

A tragédia na garagem: últimos momentos de Kelli

A corrida contra o tempo e o desfecho fatal

Os últimos momentos de Kelli Larissa Chiele foram marcados por uma desesperada tentativa de buscar socorro. Na segunda-feira, 22 de janeiro, a jovem, que residia sozinha em um condomínio em Itajaí, começou a sentir intensas dores no peito e falta de ar, sintomas que já havia experimentado dias antes. Diante da piora, ela tomou a decisão de ir ao hospital por conta própria. No entanto, ao chegar ao seu veículo, dentro da garagem do condomínio, a situação se agravou rapidamente. Kelli conseguiu fazer uma ligação para a mãe de seu namorado, informando sobre seu mal-estar.

Ao receber o chamado alarmante, a mãe do namorado de Kelli deslocou-se imediatamente para o condomínio. Ao chegar, deparou-se com uma cena desoladora: Kelli estava dentro do carro, já desacordada, com os lábios e dedos arroxeados, sinais claros de que havia sofrido uma grave complicação. Em um ato de desespero, ela acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Os socorristas chegaram prontamente e iniciaram um protocolo de reanimação cardiorrespiratória que durou cerca de 27 minutos, mas, infelizmente, todos os esforços foram em vão. A jovem foi declarada falecida no local. O namorado de Kelli descreveu a angústia: “Quando minha mãe chegou, ela já estava desmaiada, sem vida, no carro com a porta aberta, dedos e boca roxa. Minha mãe desesperada gritou ajuda, chamaram o Samu, mas não foi a tempo suficiente”.

Os dias que antecederam a fatalidade e a vida da jovem

Os alertas ignorados e o perfil de Kelli

A tragédia que vitimou Kelli Larissa Chiele não foi precedida de um histórico de problemas graves de saúde, o que torna o caso ainda mais enigmático para seus entes queridos. De acordo com relatos de seu namorado, a jovem sentiu as primeiras dores no peito e episódios de falta de ar na quinta-feira, 17 de janeiro. Quatro dias depois, no domingo, 21 de janeiro, os sintomas retornaram. O casal conversou sobre a necessidade de Kelli procurar um médico na segunda-feira, mas a fatalidade ocorreu antes que ela pudesse fazê-lo. “Não tinha histórico nenhum, foi algo do nada. Ela sentiu falta de ar e dor na quinta-feira e domingo. Como eu estava com ela no final de semana inteiro, acalmei e passou tudo. Mas não suspeitamos disso. Falei para ela, na segunda-feira, ir ao médico ver”, relatou o namorado, sublinhando a percepção de que os episódios pareciam pontuais e não alarmantes.

Kelli, de 26 anos, era uma pessoa cheia de vida e planos. Trabalhava como recepcionista em uma academia, onde seu namorado atuava como instrutor. Entre seus objetivos futuros, estava a ambição de iniciar a faculdade de Educação Física. Seus pais residem no Rio Grande do Sul, e ela tinha um laço especial com sua cachorra, Cacau, uma golden retriever, além de ser apaixonada por dançar e cantar. O namorado a descreveu como uma mulher vibrante, com “a gargalhada dela, do seu sorriso e dos seus olhos esverdeados que eram os mais bonitos do mundo”. Ele também fez questão de ressaltar que Kelli era totalmente avessa ao uso de anabolizantes, nunca tendo feito uso de tais substâncias. A jovem, de acordo com seus próximos, nunca apresentou problemas de saúde graves, o que torna sua partida ainda mais inesperada e dolorosa.

Investigações e as perguntas que permanecem

A causa preliminar e a ausência de indícios criminais

Após o atendimento no local, os bombeiros que atuaram na ocorrência informaram que a morte de Kelli Larissa Chiele foi causada por uma parada cardiorrespiratória. Esta é a causa preliminar apontada pelos socorristas, baseada nos sintomas e na incapacidade de reverter o quadro. No entanto, para uma confirmação definitiva, é necessário aguardar os resultados de exames mais aprofundados.

Até o momento, as autoridades não encontraram nenhum indício de que a morte de Kelli Larissa Chiele tenha sido resultado de um crime. A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas e acompanham o caso para garantir a correta apuração dos fatos. Embora não haja sinais de violência ou de qualquer ato ilícito, a investigação visa esclarecer completamente as circunstâncias da morte da jovem. A ausência de histórico de problemas de saúde graves, somada à idade da vítima, levanta a necessidade de uma análise detalhada para determinar a causa exata e qualquer fator contribuinte para a parada cardiorrespiratória. O velório da jovem já ocorreu em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira, 24 de janeiro, enquanto o caso ganhou repercussão mais ampla a partir da sexta-feira, 26 de janeiro.

Perguntas frequentes

Qual a causa provável da morte de Kelli Larissa Chiele?
A causa provável, conforme informado pelos socorristas que atenderam à ocorrência, foi uma parada cardiorrespiratória.

Kelli apresentava problemas de saúde anteriores?
Segundo o namorado da jovem, Kelli não tinha histórico de problemas graves de saúde. Os sintomas de dores no peito e falta de ar surgiram dias antes da fatalidade, mas pareciam pontuais.

Há alguma investigação criminal em andamento?
Até o momento, não há indícios de crime na morte de Kelli Larissa Chiele. As autoridades investigam o caso para apurar todas as circunstâncias.

Quando o caso veio à tona e quando Kelli faleceu?
Kelli faleceu na segunda-feira, 22 de janeiro. O caso começou a repercutir na mídia na sexta-feira, 26 de janeiro.

Acompanhe as atualizações deste caso e mantenha-se informado sobre a importância de procurar atendimento médico diante de qualquer sintoma preocupante.

Fonte: https://g1.globo.com