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A pequena cidade de União do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, foi palco de uma tragédia familiar que chocou a comunidade e gerou profunda comoção nacional. Juvilete Kviatkoski, de 37 anos, e sua filha, Mariana Vitória Cuochinski, de apenas 15 anos, foram brutalmente assassinadas a facadas, em um caso de feminicídio que deixou a todos consternados. O principal suspeito, Jair Cuochinski, de 46 anos, que era marido e pai das vítimas, morreu após um confronto com a Polícia Militar ao resistir à abordagem. A dor da perda é sentida intensamente por familiares e amigos, com a irmã e tia das vítimas expressando o sentimento de um “coração em pedaços”. A Polícia Civil de Santa Catarina agora investiga as motivações por trás deste ato de extrema violência.

A tragédia que abalou União do Oeste

Por volta das 10h desta sexta-feira (9), a Polícia Militar foi acionada em União do Oeste, município com cerca de 2,9 mil habitantes, após denúncias de um crime em andamento. Ao chegarem ao local, uma residência na cidade, os agentes se depararam com marcas de sangue na área externa do imóvel, indicando que a situação era grave. A tensão aumentou quando, ao entrar na casa, os policiais encontraram Jair Cuochinski empunhando uma faca. Diante da ordem para largar a arma, o homem se recusou e avançou contra os agentes, que foram forçados a reagir. Um dos policiais efetuou um disparo para conter a agressão, atingindo Jair. Apesar do rápido acionamento da equipe de saúde, o suspeito não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

O cenário do crime e a descoberta das vítimas

Ainda no interior da residência, os policiais fizeram uma varredura e encontraram Juvilete Kviatkoski já sem vida, vítima dos golpes de faca desferidos. Sua filha, Mariana Vitória Cuochinski, gravemente ferida, chegou a ser socorrida por vizinhos e encaminhada às pressas para o hospital, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e também veio a óbito. O cenário encontrado pelos militares era perturbador: além da violência explícita, havia uma vela acesa e todas as bocas do fogão abertas, um detalhe que intriga as autoridades e faz parte da investigação da Polícia Científica, que isolou a área para realizar a perícia. Este contexto de desespero e perda repentina deixou a pequena comunidade em estado de choque, questionando as razões por trás de tamanha brutalidade em um lar aparentemente normal.

Perfis de vida e luto comunitário

A dor da perda de Juvilete Kviatkoski e Mariana Vitória Cuochinski reverberou não apenas entre os familiares, mas por toda a comunidade de União do Oeste e Nova Erechim, onde elas eram amplamente conhecidas e estimadas. Juvilete, de 37 anos, era uma figura respeitada na educação local, atuando como professora na Escola de Educação Básica São Luiz. Sua dedicação ao ensino e aos alunos a tornava uma referência profissional. Mariana, de apenas 15 anos, seguia os passos da mãe no engajamento comunitário, demonstrando um espírito vibrante e ativo. Ela se destacava no esporte, jogando futebol, e dedicava parte de seu tempo à liturgia da igreja local, onde sua presença era valorizada.

A dedicação de Juvilete e Mariana

De acordo com depoimentos de Maria Domingas, prima da família, Juvilete e Mariana, juntamente com Jair, nasceram na região e residiam juntos. A prima descreveu a família como “bem unida”, sem relatos anteriores de problemas ou desentendimentos significativos. Jair trabalhava como pedreiro, enquanto Juvilete era a professora dedicada. Maria Domingas lamentou a perda, descrevendo Juvilete como “uma pessoa boa e dedicada em tudo o que fazia” e Mariana como “um doce de menina e muito querida”. A participação ativa de mãe e filha na vida comunitária era evidente. A própria igreja em que atuavam manifestou publicamente sua solidariedade à família e destacou o legado de engajamento de Juvilete e Mariana, reforçando a profundidade do impacto de suas mortes na esfera social e religiosa da região.

Despedida e investigação em curso

A despedida de Juvilete e Mariana foi marcada por profunda emoção e dor. Os velórios das vítimas ocorreram em localidades distintas, refletindo a complexidade da tragédia. Juvilete e a filha foram veladas em Nova Erechim, enquanto o corpo de Jair Cuochinski foi velado na comunidade Barra da Europa, no interior de União do Oeste. Em reconhecimento à gravidade do ocorrido e à perda irreparável para a comunidade, a Prefeitura de União do Oeste decretou luto oficial de três dias, um gesto que simboliza a consternação e o respeito pelas vidas perdidas. A Polícia Civil de Santa Catarina segue empenhada na investigação do caso. Embora o autor do crime tenha falecido, as autoridades buscam determinar as reais motivações que levaram Jair Cuochinski a cometer o feminicídio contra sua esposa e filha, tentando compreender os eventos que culminaram neste desfecho fatal e chocante para todos os envolvidos e para a população local.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que aconteceu em União do Oeste, Santa Catarina?
Mãe e filha, Juvilete Kviatkoski (37) e Mariana Vitória Cuochinski (15), foram mortas a facadas em um caso de feminicídio. O autor do crime, Jair Cuochinski (46), marido e pai das vítimas, morreu após resistir à abordagem policial e ser baleado.

2. Quem eram Juvilete Kviatkoski e Mariana Vitória Cuochinski?
Juvilete era uma professora dedicada na Escola de Educação Básica São Luiz. Mariana, sua filha, era uma jovem ativa que jogava futebol e participava da liturgia da igreja. Ambas eram muito queridas e engajadas em suas comunidades.

3. Qual o desfecho do autor do crime?
Jair Cuochinski, o marido e pai das vítimas, foi encontrado pelos policiais com uma faca. Após se recusar a largar a arma e avançar contra os agentes, foi baleado e morreu no local, apesar do atendimento médico.

4. Como a comunidade reagiu à tragédia?
A comunidade de União do Oeste ficou chocada e consternada. A Prefeitura decretou luto oficial de três dias, e a igreja onde Juvilete e Mariana atuavam manifestou solidariedade. Familiares e amigos lamentaram profundamente a perda de duas vidas tão queridas e ativas.

Para mais detalhes sobre este e outros casos que impactam a segurança pública e a vida comunitária em Santa Catarina, acompanhe as atualizações e análises em nosso portal de notícias.

Fonte: https://g1.globo.com