A dificuldade de entrar no mercado da música levou dois jovens, Victor Basto e João Mendonça, a fundar o selo independente AlterEgo no Rio de Janeiro. Ambos se conheciam da faculdade de produção musical e, integrantes da banda Quedalivre, decidiram criar uma plataforma para impulsionar não apenas o próprio trabalho, mas também o de outras bandas com trajetórias semelhantes.
Do surgimento do selo AlterEgo
O selo nasceu da união de conhecimento técnico em produção musical e produção executiva para bandas. Segundo Basto, o envio de material para selos tradicionais resultou em decepção, levando-os a criar seu próprio espaço.
O lançamento oficial do AlterEgo ocorreu em um festival no Rio de Janeiro, marcando também o pré-lançamento do álbum Seres Urbanos da banda Quedalivre, formada pelos idealizadores do selo.
Equipe e expansão do selo
O selo AlterEgo conta com uma equipe de 22 pessoas, todas com até 25 anos, incluindo os diretores Victor Basto, João Mendonça e Lore Naias. Eles já reuniram mais de 25 bandas de diferentes estados, mostrando crescimento e alcance nacional.
Cenário dos selos independentes
O AlterEgo faz parte de um cenário crescente de selos independentes. Em 2023, entidades independentes movimentaram US$ 14,3 bilhões no mercado musical global. Essas gravadoras priorizam o streaming, enfrentando desafios como destacar artistas e manter o interesse do público.
Selo como ecossistema cultural
O AlterEgo atua como um ecossistema cultural autogerido, reunindo jovens de diversas áreas da economia criativa. Com uma filosofia 'faça você mesmo', o selo promove a produção e gravação próprias, desviando dos modelos tradicionais e incentivando a colaboração e crescimento mútuo.
Para Victor Basto, o AlterEgo transcende a ideia de um selo musical, tornando-se uma plataforma de articulação de uma geração que busca criar e produzir coletivamente, fora dos padrões convencionais.

