© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O Bloco Mulheres Rodadas, tradicional evento carnavalesco que ocorre na zona sul do Rio de Janeiro, voltou a levantar discussões importantes sobre a violência contra a mulher. Neste ano, o desfile contou com a participação da pernalta e acrobata Luciana Peres, que trouxe referências às tentativas de assassinato sofridas por Maria da Penha Fernandes em 1983, dando nome à lei federal que tipifica o crime no país.

Luta pela vida das mulheres

Luciana Peres destacou a importância de refletir sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha, aprovada em 2006, e o aumento dos casos de feminicídio no país. A artista e produtora cultural ressaltou a necessidade de políticas públicas eficazes para combater a violência contra as mulheres e evitar mais mortes.

Ativismo através da arte

Desde 2015, o Bloco Mulheres Rodadas aborda questões como assédio, violência doméstica e feminicídio por meio de fantasias, placas e performances. Durante o desfile, as pernaltas utilizam músicas e encenações para simbolizar a violência de gênero e promover a solidariedade entre as mulheres, destacando a força feminina e a importância da união.

Músicas e homenagens

A regente e coordenadora de percussão, Simone Ferreira, explicou que a seleção musical do bloco é cuidadosamente preparada, priorizando intérpretes e compositoras mulheres. Entre as músicas executadas estão clássicos como 'Abre Alas' e 'Vai, Malandra', além de composições internacionais icônicas que exaltam a condição feminina.

Repercussão internacional

O Bloco Mulheres Rodadas atraiu turistas e artistas estrangeiros, como a pernalta francesa Lucie Cayrol, que prestou homenagem à advogada Gisèle Halimi e destacou a luta contra a violência doméstica na França. A coordenadora do bloco, Renata Rodrigues, ressaltou a importância contínua do tema e a necessidade de apoio do poder público e da iniciativa privada para ampliar a conscientização.

Compromisso coletivo

Durante o desfile, a mensagem de combate à violência contra a mulher alcança todos os participantes, incluindo os homens. A cobrança por um compromisso conjunto com a igualdade de gênero e o fim do machismo foi destacada por foliões como Raul Santiago, evidenciando a importância da participação ativa de toda a sociedade na luta pelos direitos das mulheres.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br