© Mauro Neto/Secom
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Na última sexta-feira (20), policiais civis do Amazonas prenderam preventivamente ao menos 13 pessoas suspeitas de participar de um esquema de tráfico de drogas liderado pelo Comando Vermelho (CV), contando com a colaboração de ocupantes de cargos públicos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Investigação da operação Erga Omnes

A operação Erga Omnes revelou que os suspeitos movimentaram cerca de R$70 milhões desde 2018, utilizando empresas de fachada para lavar o dinheiro proveniente de atividades criminosas. Entre os detidos estão Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil cedida para a Casa Civil municipal, e Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas.

Posicionamento da prefeitura e do Tribunal de Justiça

A prefeitura, por meio de nota, afirmou não ser alvo da operação e destacou seu compromisso com a legalidade e a transparência. Já o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que está tomando medidas administrativas cabíveis diante do envolvimento de servidores em condutas incompatíveis com seus deveres.

Detalhes do esquema criminoso

O delegado Marcelo Martins, responsável pela operação, ressaltou que as investigações tiveram como base provas que apontam para crimes como formação de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo funcional, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo atuava em diversos estados brasileiros e contava com o apoio de agentes públicos para facilitar suas atividades ilícitas.

Atuação dos servidores públicos

Os servidores públicos suspeitos colaboravam com a organização criminosa fornecendo suporte logístico, acesso privilegiado à administração pública e informações sigilosas. Empresas de logística ligadas ao grupo eram utilizadas para distribuir drogas em todo o país, simulando atividades legais e dificultando a identificação do esquema criminoso.

Uso de empresas fantasmas e igrejas evangélicas

Empresas de fachada eram criadas para realizar transações financeiras ilícitas, enquanto líderes do grupo se apresentavam como evangélicos e utilizavam igrejas para camuflar suas atividades criminosas. A investigação evidenciou a complexidade e a abrangência do esquema, que envolvia diferentes instituições públicas e privadas em várias regiões do Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br