A Justiça Federal de Minas Gerais deu início às audiências de instrução e julgamento relacionadas ao rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O processo envolve 17 réus e investiga tanto crimes ambientais quanto os 272 homicídios causados pela tragédia-crime.
Réus e Objetivos das Audiências
Entre os réus na ação penal estão a Vale S.A., a empresa multinacional TÜV SÜD e 16 ex-executivos ligados às companhias. O propósito das audiências é ouvir os réus e testemunhas, aprofundar a coleta de provas referentes a possíveis falhas nos sistemas de segurança e investigar condutas negligentes associadas ao desastre.
Fase de Instrução e Julgamento
A etapa de instrução e julgamento está programada para 76 sessões, com término previsto para 17 de maio de 2027. As atividades serão realizadas nas segundas e sextas-feiras na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.
Histórico da Tragédia
O desastre ocorreu em 25 de janeiro de 2019, quando a barragem se rompeu, liberando cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lama. A tragédia resultou em 272 vítimas fatais, danos ambientais significativos e a contaminação do Rio Paraopeba.
Impactos Ambientais e Socioeconômicos
Além das perdas humanas, os impactos se estenderam por centenas de quilômetros, afetando a vegetação, a fauna e os cursos de água em mais de 20 municípios. Os danos se propagaram para além da bacia do Paraopeba, atingindo áreas da Região Metropolitana de Belo Horizonte e todo o Estado de Minas Gerais.
Detalhes da Barragem
A barragem B-I foi construída em 1976 e adquirida pela Vale em 2001. Com 86 metros de altura e 720 metros de comprimento, era utilizada para rejeitos do beneficiamento de minério de ferro. A área ocupada pelos rejeitos era de aproximadamente 250 mil metros quadrados, sendo alegado pela empresa que a estrutura estava inativa e em processo de desativação.
