© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Compartilhe essa Matéria

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realizou um ambicioso mutirão nacional, o “Dia E”, mobilizando 45 de seus hospitais universitários em todas as regiões do Brasil. A iniciativa teve como objetivo principal oferecer cerca de 42 mil atendimentos à população, com uma significativa prioridade para a saúde da mulher, visando combater as longas filas e o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).

Mobilização Nacional Abrangente do Programa Ebserh em Ação

O “Dia E” é uma vertente do programa Ebserh em Ação, uma estratégia contínua da rede para otimizar o acesso a serviços de saúde de alta e média complexidade. Durante a jornada, foram disponibilizadas cirurgias eletivas, consultas especializadas, exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos essenciais. Os pacientes beneficiados foram aqueles já com agendamento prévio, seja através da regulação estadual ou das próprias unidades de saúde, garantindo um fluxo organizado e direcionado para as demandas mais urgentes.

Foco Regional: Esforços no Norte e Nordeste

Embora a mobilização tenha sido nacional, as regiões Norte e Nordeste concentraram uma parte expressiva dos atendimentos no “Dia E”. A expectativa era realizar um volume substancial de procedimentos que impactariam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos nessas áreas, contribuindo para a desafogamento do sistema de saúde local.

Impacto Transformador no Nordeste

No Nordeste, a ação projetou a realização de aproximadamente 19 mil procedimentos. Diversas instituições de ensino e pesquisa integraram o esforço, incluindo na Bahia, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos e a Maternidade Climério de Oliveira; em Sergipe, o Hospital Universitário de Aracaju e o Hospital Universitário de Lagarto; e em Alagoas, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes. Pernambuco participou com o Hospital das Clínicas da UFPE e o Hospital Universitário da Univasf, enquanto a Paraíba contribuiu com o Hospital Universitário Lauro Wanderley, o Hospital Universitário Alcides Carneiro e o Hospital Universitário Júlio Bandeira. O Rio Grande do Norte foi representado pelo Hospital Universitário Onofre Lopes, a Maternidade Escola Januário Cicco e o Hospital Universitário Ana Bezerra. No Ceará, destacaram-se o Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand. Finalizando a lista nordestina, o Piauí teve o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí e o Maranhão, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão.

Ampliação do Acesso no Norte do País

Na Região Norte, o mutirão Ebserh em Ação previu cerca de três mil procedimentos, reforçando o compromisso com a saúde em áreas de grande extensão territorial. Participaram o Hospital Universitário João de Barros Barreto e o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, no Pará; o Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá; o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins; o Hospital Universitário Getúlio Vargas, no Amazonas; e o Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima.

Apoio Essencial para Mulheres Indígenas em Áreas Remotas

Em uma frente de inclusão e equidade, o Ministério da Saúde ofereceu suporte especial às mulheres indígenas residentes em localidades de difícil acesso, distantes dos centros urbanos. Para facilitar a participação dessas pacientes, foram disponibilizados transporte e hospedagem gratuitos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais). Esta ação foi implementada em hospitais estratégicos localizados em Boa Vista (RR), Brasília (DF), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA), Maceió (AL), Macapá (AP), Cuiabá (MT), Araguaína (TO), Campo Grande (MS) e Dourados (MS), reforçando o compromisso com o acesso universal e a redução de barreiras geográficas e sociais.

O sucesso do “Dia E” da Ebserh reafirma a capacidade da rede de hospitais universitários em promover grandes mobilizações de saúde, com um impacto direto na vida de milhares de brasileiros. Ao focar na redução de filas e na priorização da saúde da mulher, o programa não apenas agiliza atendimentos, mas também fortalece o SUS como pilar fundamental da assistência médica no país, demonstrando a importância de iniciativas integradas para um sistema de saúde mais ágil e inclusivo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br