© Pianístico de Joinville/Divulgação
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A capital gaúcha transformou-se em um vibrante palco de sons e ritmos, recebendo a terceira edição do Festival Villa do Jazz. O evento, que ocupou as dependências do prestigiado Instituto Ling, ofereceu uma maratona musical focada no jazz e na música instrumental brasileira, consolidando Porto Alegre como um polo cultural efervescente para o gênero.

Uma Jornada Sonora pela Riqueza Instrumental Brasileira

A partir das 11h, o festival deu início a uma imersão sonora que se estendeu ao longo do dia, apresentando um total de nove atrações cuidadosamente selecionadas. A proposta central do Villa do Jazz foi, mais uma vez, celebrar e evidenciar a vasta pluralidade da música instrumental nacional, trazendo ao público uma amostra da criatividade e do virtuosismo presentes em diferentes vertentes do estilo.

O público teve a oportunidade de testemunhar uma série de performances que transitaram entre o tradicional e o contemporâneo, com formações variadas e instrumentistas de diversas regiões do país, garantindo um panorama completo da cena atual.

Grandes Nomes e Novos Talentos no Palco do Instituto Ling

A programação foi cuidadosamente elaborada para oferecer uma experiência rica e ininterrupta. A abertura ficou a cargo do envolvente Trio Bem-te-Vi, seguido pela performance cativante do Fernando Peters Trio. O festival também deu voz a talentos femininos, com as cantoras gaúchas Dida Larruscain e Nina Nicolaiewski, que trouxeram suas interpretações únicas ao repertório.

A diversidade geográfica e instrumental foi um ponto forte, com o violonista cearense Cainã Cavalcante e o pianista pernambucano Fábio Leandro mostrando a força musical de suas regiões. De São Paulo, a contrabaixista Lua Bernardo e o guitarrista Rob Ashtoffen demonstraram a inovação e técnica que caracterizam a cena paulistana. Um encontro especial reuniu o clarinetista mineiro Caetano Brasil com o pianista gaúcho Luiz Mauro Filho, unindo sotaques e estilos regionais. O encerramento foi marcado pela grandiosidade do pianista Fábio Torres, vencedor do Grammy, em uma colaboração memorável com o baterista Cainã Mendonça, elevando o nível artístico do evento a um patamar internacional.

Ações Educativas e Acesso Facilitado à Cultura

Além das apresentações musicais, o Festival Villa do Jazz demonstrou seu compromisso com a formação e o compartilhamento de conhecimento. Durante a tarde, o clarinetista Caetano Brasil ministrou uma oficina gratuita, proporcionando aos interessados uma imersão no universo do choro contemporâneo. Essa iniciativa reforçou o papel do festival não apenas como um espaço de entretenimento, mas também de aprendizado e valorização da cultura musical brasileira.

A acessibilidade ao evento foi garantida por meio de ingressos com valores a partir de R$ 15, tornando a experiência cultural mais democrática. Mais detalhes sobre a programação completa e informações adicionais estiveram disponíveis no site oficial do Instituto Ling, democratizando o acesso à informação e à participação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br