Na madrugada de domingo, 10 de outubro, a Polícia Militar (PM) realizou a desocupação do saguão da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), onde cerca de 150 estudantes estavam reunidos desde a quinta-feira anterior, dia 7. A operação contou com a participação de aproximadamente 50 policiais, e, segundo a corporação, não houve feridos entre os agentes.
Conflito e Feridos
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP reportou que, durante a ação, seis estudantes foram feridos e atendidos na UPA Rio Pequeno. Enquanto dois já receberam alta, quatro permanecem internados, com um deles apresentando fratura no nariz. O DCE também denunciou o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes pelos policiais, resultando em lesões aos manifestantes.
Consequências da Operação
Após a desocupação, a PM verificou danos ao patrimônio público, incluindo portões derrubados, portas de vidro quebradas e carteiras danificadas. Além disso, foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes no local. A PM informou que quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde foram registradas ocorrências por dano ao patrimônio e desordem.
Reivindicações dos Estudantes
Os estudantes estavam em greve reivindicando melhorias significativas, como o aumento do valor destinado ao Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, bem como melhorias nas moradias e nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.
Nota da USP
A Universidade de São Paulo emitiu uma nota lamentando os eventos ocorridos durante a desocupação, afirmando que não foi informada antecipadamente sobre a ação policial. A Reitoria expressou sua disposição para o diálogo contínuo com os estudantes e destacou que as negociações enfrentaram limites devido a exigências que não podiam ser atendidas e à presença de indivíduos externos à comunidade acadêmica.
Compromisso com o Diálogo
A USP reafirmou sua abertura para um novo ciclo de diálogo, visando consolidar os avanços já discutidos nas reuniões com representantes estudantis, enfatizando a importância da liberdade de movimento dentro da universidade.
