© Lula Marques/Agência Brasil.
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A deputada federal Erika Hilton, do PSol-SP, afirmou em entrevista recente que o governo não está disposto a negociar emendas propostas por partidos de oposição que visem alterar a PEC que extingue a escala 6×1, especialmente se isso implicar em uma carga maior de trabalho.

Posição do Governo sobre a PEC

Em sua declaração, Erika Hilton destacou que o governo limitar-se-á a oferecer o que é viável, sem espaço para compensações como a desoneração da folha de pagamento. Segundo a deputada, o foco é garantir um dia adicional de descanso para os trabalhadores brasileiros, sem comprometer a proposta original da PEC.

Transição e Acordos Específicos

Hilton mencionou que é possível discutir isenções tributárias e o fortalecimento das convenções coletivas como parte de um acordo para assegurar uma transição tranquila. Ela enfatizou que o Projeto de Lei relacionado à PEC irá considerar as particularidades de cada setor para evitar prejuízos durante a mudança na jornada de trabalho. Veja também: Entenda o que é INSS e como funciona a aposentadoria.

Impactos Econômicos da Proposta

A deputada também abordou a questão dos impactos econômicos do fim da escala 6×1, afirmando que a mudança não causará danos à economia. Ela citou dados do Dieese, que sugerem a criação de mais de 3 milhões de novos empregos após a aprovação da redução da jornada de trabalho. Hilton argumentou que a diminuição da carga horária pode resultar em menos doenças entre os trabalhadores e, consequentemente, em uma maior lucratividade para as empresas.

Emendas à PEC da Escala 6×1

As declarações de Erika Hilton se referem a emendas recentes à PEC da escala 6×1, que visam flexibilizar a redução da jornada de trabalho. Uma dessas emendas, apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), já conta com o apoio de 176 deputados federais e sugere que a implementação do fim da escala 6×1 se dê ao longo de dez anos após a promulgação da emenda constitucional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br