© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no Brasil chegou a 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. Este número representa um aumento de 0,4 ponto percentual em comparação ao período anterior, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Contudo, houve uma redução de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa era de 6,6%.

Análise do Cenário de Desemprego

O dado de 5,8% equivale a aproximadamente 6,3 milhões de pessoas em busca de emprego, um aumento de 471 mil em relação ao trimestre encerrado em março. A comparação com o trimestre anterior (novembro de 2025 a janeiro de 2026) mostra um crescimento de 8% na população desocupada, que contava com 5,9 milhões de pessoas. Por outro lado, ao comparar com o mesmo período do ano anterior, houve um recuo de 11,3%, representando 809 mil pessoas a menos.

População Ocupada e Rendimento

A população ocupada, que totaliza 102,3 milhões, teve uma leve queda de 0,3% em relação ao período anterior, resultando em 338 mil pessoas a menos. No entanto, em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve um aumento de 1,1%, equivalente a mais de 1 milhão de pessoas. O nível de ocupação, que indica a proporção de trabalhadores na população em idade ativa, foi de 58,4%, apresentando uma leve queda em relação ao trimestre anterior.

Taxas de Subutilização e Informalidade

A taxa de subutilização se manteve estável em 13,8%, embora tenha diminuído em 1,7 pontos percentuais em um ano. A população subutilizada totalizou 15,7 milhões, também em estabilidade. O rendimento médio habitual dos trabalhadores permaneceu em R$ 3.732, mantendo-se em um nível recorde. A taxa de informalidade foi de 37,2%, envolvendo 38,1 milhões de trabalhadores, mostrando uma leve queda em relação ao trimestre anterior.

Considerações Finais

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas do IBGE, destacou que o aumento da taxa de desemprego neste trimestre é influenciado por fatores sazonais, especialmente nas áreas de comércio e serviços, que não conseguiram manter os trabalhadores após um período de crescimento no final de 2025. Apesar da perda de ocupação em relação ao trimestre anterior, o mercado de trabalho ainda apresenta um nível de emprego elevado em comparação com anos anteriores, indicando uma continuidade na geração de trabalho e renda.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br