O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que a Advocacia-Geral da União (AGU) intervenha em defesa de Alexandre de Moraes em um processo judicial nos Estados Unidos, movido por Trump Media e Rumble.
Contexto do Processo
No tribunal federal da Flórida, as empresas acusam Moraes de tentar censurar cidadãos americanos por meio de ordens de restrição e bloqueio de perfis online, infringindo a liberdade de expressão prevista na Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
A Decisão de Fachin
A autorização de Fachin para a AGU atuar no caso surgiu após Moraes ser notificado via e-mail sobre as acusações. Para o presidente do STF, a situação transcende a esfera individual e representa um risco à autonomia do Judiciário brasileiro.
Implicações para o Judiciário
Fachin enfatizou que a questão envolve a independência do Judiciário, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, em última instância, a soberania nacional. Ele destacou que a AGU deve representar institucionalmente o STF, dado que a legislação brasileira impede processos contra magistrados por decisões tomadas no exercício de suas funções.
Interação com Entidades Internacionais
Recentemente, Fachin se reuniu com Margaret Satterthwaite, relatora especial da ONU para a Independência de Magistrados e Advogados, e expressou preocupações sobre pressões externas que visam constranger juízes brasileiros em suas atividades.
Situação da Rumble no Brasil
A plataforma Rumble permanece com suas operações suspensas no Brasil desde fevereiro de 2025, devido a uma decisão de Moraes, confirmada pelo plenário do STF, por descumprimento de ordens judiciais.

