© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que a Advocacia-Geral da União (AGU) intervenha em defesa de Alexandre de Moraes em um processo judicial nos Estados Unidos, movido por Trump Media e Rumble.

Contexto do Processo

No tribunal federal da Flórida, as empresas acusam Moraes de tentar censurar cidadãos americanos por meio de ordens de restrição e bloqueio de perfis online, infringindo a liberdade de expressão prevista na Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

A Decisão de Fachin

A autorização de Fachin para a AGU atuar no caso surgiu após Moraes ser notificado via e-mail sobre as acusações. Para o presidente do STF, a situação transcende a esfera individual e representa um risco à autonomia do Judiciário brasileiro.

Implicações para o Judiciário

Fachin enfatizou que a questão envolve a independência do Judiciário, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, em última instância, a soberania nacional. Ele destacou que a AGU deve representar institucionalmente o STF, dado que a legislação brasileira impede processos contra magistrados por decisões tomadas no exercício de suas funções.

Interação com Entidades Internacionais

Recentemente, Fachin se reuniu com Margaret Satterthwaite, relatora especial da ONU para a Independência de Magistrados e Advogados, e expressou preocupações sobre pressões externas que visam constranger juízes brasileiros em suas atividades.

Situação da Rumble no Brasil

A plataforma Rumble permanece com suas operações suspensas no Brasil desde fevereiro de 2025, devido a uma decisão de Moraes, confirmada pelo plenário do STF, por descumprimento de ordens judiciais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br