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Recentemente, os Estados Unidos implementaram um novo conjunto de sanções econômicas direcionadas a Cuba, afetando setores como mineração e turismo, além de atingir diretamente o presidente Miguel Díaz-Canel. Essas medidas se somam a um extenso histórico de sanções que visam pressionar o governo cubano e promover mudanças políticas no país.

Detalhes das Novas Sanções

Na quinta-feira, 4 de outubro, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou a inclusão de novas entidades na lista de sanções, como a Amistur Cuba, uma empresa de turismo, e a Minera la Victoria, uma joint venture entre a cubana Geominera e a australiana Antilles Gold. Além disso, outras entidades governamentais e membros da família do presidente cubano também foram sancionados.

A Ameaça de Sanções a Terceiros

O secretário de Estado, Marco Rubio, alertou que qualquer entidade que preste serviços a essas empresas sancionadas poderá enfrentar repercussões. Ele enfatizou que bancos e empresas estrangeiras devem interromper suas atividades com as entidades afetadas, reforçando a postura agressiva da administração Trump contra regimes considerados hostis.

Reações de Cuba

Em resposta às novas sanções, Miguel Díaz-Canel caracterizou as declarações de Trump como uma ameaça direta e criticou a postura dos EUA, que, segundo ele, prejudica o povo cubano. O presidente cubano afirmou que a determinação do seu governo em resistir a tais pressões é inabalável. Veja também: Glutationa: O que é e Para que Serve na Saúde e Bem-Estar. Veja também: O que é democracia direta e seus exemplos na política brasileira.

Posição do Ministério das Relações Exteriores

Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores, repudiou a inclusão de entidades e indivíduos na lista de sanções, considerando-a uma tentativa ilegítima de intervenção. Ele também desafiou as afirmações de Rubio sobre o não bloqueio do petróleo para Cuba, citando ordens executivas anteriores que contradizem essa declaração.

O Bloqueio Econômico e Seus Efeitos

O bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba já dura quase 70 anos e foi intensificado recentemente, especialmente com a imposição de restrições navais. Desde janeiro de 2026, a ameaça de sanções a fornecedores de petróleo resultou em Cuba enfrentando grandes dificuldades, incluindo três meses sem importações de petróleo.

Consequências para a População Cubana

As sanções têm causado impactos profundos na vida cotidiana dos cubanos, como apagões frequentes, aumento nos preços de produtos essenciais e uma escassez significativa de transporte público. Moradores de Havana expressam que este é um dos períodos mais críticos enfrentados pelo país, evidenciando a gravidade da situação econômica atual.

Diante desse cenário, as tensões entre Cuba e os Estados Unidos parecem longe de uma resolução, com ambos os lados reafirmando suas posições e desafiando as ações do outro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br