© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A criação da Política Nacional de Economia Criativa é um esforço interministerial envolvendo sete ministérios, com o objetivo de integrar esse setor à agenda de desenvolvimento do Brasil. Durante um seminário realizado no Rio de Janeiro, Cláudia Leitão, secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, destacou a abrangência dessa proposta.

Importância da Economia Criativa

A economia criativa transcende o campo da cultura, englobando setores como indústria, turismo, ciência e tecnologia, trabalho, micro e pequenas empresas, além de desenvolvimento regional. A secretária enfatizou a necessidade de um decreto interministerial para formalizar essa abordagem, que busca não apenas reconhecer, mas também impulsionar o potencial criativo do Brasil.

Colaboração Setorial

Durante o seminário, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou a importância da colaboração entre o setor público e privado. Para ela, o governo não pode atuar sozinho e é vital que empresas e instituições financeiras também se comprometam a investir na cultura, que possui um grande potencial de retorno econômico e social.

Escuta Regional e Construção do Plano

O seminário também marcou o encerramento de um processo de escuta que percorreu as cinco regiões do Brasil, promovido pelo Fórum Brasil Criativo. Cláudia Leitão explicou que esse processo coletou contribuições locais que serão fundamentais para a elaboração da Carta do Sudeste e do Plano Brasil Criativo. Veja também: Entenda o que é crise de representação política no Brasil.

Estratégia de Desenvolvimento

A secretária defendeu que o Brasil possui um potencial comparável ao da Coreia do Sul em termos de desenvolvimento da economia criativa. Ela argumentou que, assim como os coreanos, que investiram nessa área há duas décadas, o Brasil pode transformar sua diversidade cultural em um motor econômico poderoso.

Troca de Experiências e Aprendizado

O seminário também proporcionou um espaço para a troca de experiências entre diversas iniciativas culturais em todo o país. Representantes de projetos como o Museu do Hip Hop e a Feira Preta compartilharam seus desafios e sucessos em empreendedorismo cultural e sustentabilidade financeira.

Visão Futuro

Margareth Menezes finalizou o evento enfatizando a necessidade de uma visão ampliada sobre a economia criativa como um vetor estratégico para o desenvolvimento nacional. Ela destacou a importância de reconhecer a força transformadora da cultura, não apenas social, mas também econômica, e a urgência de consolidar essa dimensão.

O seminário e a Política Nacional de Economia Criativa representam um passo significativo para o Brasil, sinalizando um compromisso com o fortalecimento deste setor e sua contribuição para um futuro mais inclusivo e sustentável.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br