Em 2025, o Brasil alcançou um marco significativo na educação, com a redução do número de analfabetos para 8,4 milhões, representando uma taxa de 4,9%. Este é o menor índice desde o início da série histórica em 2016, conforme dados divulgados pelo IBGE.
Redução do Analfabetismo no Brasil
Comparado ao ano anterior, a taxa de analfabetismo caiu 0,4 ponto percentual, o que equivale a aproximadamente 592 mil pessoas a menos sem acesso à leitura e escrita. Desde 2016, a taxa nacional de analfabetismo diminuiu de 6,7% para 4,9%, uma queda total de 1,8 ponto percentual.
Distribuição Regional e Demográfica
A Região Nordeste é a mais afetada, concentrando 57,4% dos analfabetos, com um total de 4,8 milhões de pessoas. Os dados mostram que o analfabetismo é mais prevalente entre a população idosa, com 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, representando 14,9% dessa faixa etária.
Desigualdades de Gênero e Cor
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres com 15 anos ou mais foi de 4,6%, enquanto entre homens foi de 5,2%. Este ano, pela primeira vez, as mulheres na faixa etária de 60 anos ou mais apresentaram uma taxa de analfabetismo inferior à dos homens.
Acesso à Educação Básica
Aproximadamente 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens com 25 anos ou mais completaram a educação básica obrigatória, mostrando uma tendência de melhoria na escolarização. No entanto, ainda existem disparidades significativas entre diferentes grupos raciais; 64,9% das pessoas brancas completaram o ciclo básico, em comparação com 51,3% das pessoas negras ou pardas.
Desafios na Educação Infantil e Abandono Escolar
Em 2025, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos fora da escola estavam assim por opção dos responsáveis. Os principais motivos para a falta de matrícula incluíram a ausência de creches nas localidades e a falta de vagas.
Motivos do Abandono Escolar
Entre os jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não completaram o ensino médio. O motivo mais citado para o abandono escolar foi a necessidade de trabalhar, mencionado por 43% dos entrevistados. Além disso, 25,6% afirmaram não ter interesse em estudar, evidenciando desafios persistentes na educação.
Esses dados ressaltam a importância de políticas focadas em manter crianças e jovens na escola, além de iniciativas direcionadas à alfabetização de adultos e idosos, fundamentais para a construção de uma sociedade mais inclusiva e educada.

