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Recentemente, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) concluiu uma missão em Belém, focada na urgência de combater o discurso de ódio e o neonazismo no Brasil. Um estudo do conselho revela um alarmante aumento de 270% nas células neonazistas entre 2019 e 2021 no país.

Criação do Observatório Nacional

Para enfrentar esse cenário preocupante, o CNDH estabeleceu o Observatório Nacional de Enfrentamento ao Discurso de Ódio e ao Neonazismo. Esta entidade tem como principais objetivos mapear células neonazistas, monitorar a propagação de discursos de ódio, principalmente online, e desenvolver estratégias jurídicas e políticas que contribuam para a formulação de novas diretrizes de segurança pública.

Atividades Realizadas em Belém

Durante três dias em Belém, o Observatório conduziu atividades destinadas a monitorar discursos de ódio e extremismo na região Norte. Entre as iniciativas, destacou-se o diálogo com instituições locais, com o intuito de fortalecer a rede de proteção e construir um diagnóstico conjunto sobre o extremismo na área.

A Importância do Enfrentamento

Carlos Nicodemus, conselheiro do CNDH, enfatizou a necessidade de abordar o neonazismo como uma forma de discurso de ódio que ataca grupos vulneráveis e minorias sociais. Ele destacou a relevância de pesquisas recentes que evidenciam o crescimento dessas manifestações em várias regiões do Brasil, o que representa uma ameaça à democracia.

Expansão da Missão pelo País

Antes de Belém, a missão do CNDH percorreu diversas cidades, incluindo Florianópolis, Porto Alegre, e Recife. A criação do Observatório é vista como uma resposta a comportamentos que comprometem a convivência democrática e a segurança pública.

Objetivos e Estratégias Futuras

O Observatório planeja publicar um relatório diagnosticando a situação do discurso de ódio e propondo políticas públicas ainda este ano. Espera-se que até dezembro de 2026, um relatório final seja produzido, com a proposta de uma política nacional para combater essas questões.

Foco na Educação e Cultura

Nicodemus destacou a importância de desenvolver uma política nacional que priorize educação e cultura como ferramentas para mitigar o discurso de ódio no contexto político do neonazismo. A missão no Pará também incluiu a análise de indicadores sobre como o extremismo afeta a região.

O Papel das Redes Sociais

O conselheiro ressaltou o papel crítico das redes sociais na difusão de discursos de ódio e a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa dessas plataformas. Embora a liberdade de expressão seja um direito fundamental, é essencial que seja exercida de maneira responsável, sem promover ódio ou discriminação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br