No dia 3 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou uma apresentação da urna eletrônica, aberta à imprensa e a entidades que supervisionam o processo eleitoral. O evento incluiu a desmontagem do equipamento para detalhar seu funcionamento e as medidas de segurança implementadas.
Objetivo da Apresentação
Essa apresentação faz parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, buscando aumentar a confiança da população nas eleições e no sistema eleitoral brasileiro. A iniciativa surge em meio a um cenário de desinformação que tem atacado a credibilidade das urnas eletrônicas.
Legitimidade e Segurança das Urnas Eletrônicas
Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ, defendeu a legitimidade das urnas eletrônicas, ressaltando que o sistema é amplamente testado e inspecionado por diversas entidades, incluindo partidos políticos e órgãos de fiscalização. Segundo ele, a urna eletrônica assegura a soberania popular e não existe sistema mais seguro no país.
Funcionamento e Mecanismos de Segurança
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Michel Kovacs, explicou que as urnas possuem barreiras físicas e digitais que previnem fraudes. Lacres da Casa da Moeda, assinaturas digitais e auditorias contínuas são algumas das camadas de segurança implementadas.
Gravação de Dados e Continuidade da Votação
Na data das eleições, os votos e informações da seção são armazenados tanto na memória interna da urna quanto em mídias externas. Em caso de falha técnica, um sistema de contingência permite transferir dados para uma urna reserva, garantindo a continuidade da votação sem perdas.
Produção e Controle das Urnas
A Justiça Eleitoral é a responsável pela elaboração das especificações técnicas e de segurança das urnas. As empresas contratadas apenas fabricam os equipamentos seguindo rigorosamente essas diretrizes, assegurando que nem mesmo os fabricantes tenham controle total sobre os dispositivos.
Retorno ao Voto em Papel: Um Retrocesso?
Em resposta a questionamentos sobre a possibilidade de voltar ao voto impresso, Kovacs destacou que a introdução da urna eletrônica em 1996 visou eliminar fraudes comuns do sistema anterior, como adulterações e sumiços de votos. Ele argumentou que a contagem em papel é mais cara, lenta e suscetível a erros humanos.
Para Kovacs, a eliminação do sistema eletrônico representaria um retrocesso significativo para o processo eleitoral brasileiro.
