© Divulgação/MP-RJ
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O coronel Lauro César Botto Maia, do Corpo de Bombeiros, foi formalmente denunciado pela 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar. A acusação envolve ameaças feitas a quatro sargentos que atuam como testemunhas em uma investigação interna sobre alegações de assédio sexual contra o oficial.

Desdobramentos Legais da Denúncia

O Ministério Público (MP) solicitou a prisão preventiva do coronel, que agora aguarda a análise do Juízo da Auditoria da Justiça Militar. A denúncia foi apresentada em 4 de setembro e recebida pelo tribunal em 5 de setembro.

Acusações e Contexto

As acusações incluem o envio de mensagens inapropriadas a uma subordinada entre o final de 2024 e julho de 2025, com o intuito de obter favores sexuais. A Justiça aceitou a denúncia, considerando que foram apresentadas evidências suficientes para sustentar a ação penal, embora o pedido de prisão preventiva não tenha sido acolhido.

Detalhes da Investigação

Na denúncia, o MP relata que em 29 de junho de 2026, o coronel se comunicou com as testemunhas via WhatsApp, utilizando um número de telefone que não era seu e se passando por outra pessoa. Ele fez referências ao processo investigativo, antecipando informações que as testemunhas haviam compartilhado e tentando influenciar seus depoimentos.

Intimidação e Medidas Cautelares

As mensagens enviadas continham ameaças sutis que mencionavam familiares das testemunhas, o que gerou um clima de intimidação. Devido à natureza das acusações e à relação hierárquica entre o coronel e as sargentos, a Justiça Militar implementou medidas cautelares, como a suspensão do porte de arma do denunciado e a proibição de qualquer contato com as vítimas e testemunhas.

Conclusão

Este caso destaca a importância da proteção das testemunhas em investigações de assédio sexual, especialmente dentro de instituições hierárquicas como as forças armadas. O andamento da ação penal será acompanhado de perto, e as implicações legais para o coronel poderão influenciar não apenas sua carreira, mas também a cultura organizacional do Corpo de Bombeiros.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br