© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Especialistas em relações internacionais e tecnologia alertam para o potencial de ações cibernéticas por parte dos Estados Unidos e das grandes empresas de tecnologia, visando influenciar as eleições gerais no Brasil, marcadas para outubro deste ano.

O Contexto Geopolítico Atual

As tensões entre os EUA e o Brasil aumentaram com a administração de Donald Trump, que implementou medidas como tarifas e a revogação de vistos. Este cenário sugere a probabilidade de novas ações, especialmente no domínio cibernético.

Memorando de Vigilância Cibernética

Um memorando recente assinado por Trump estabelece a autorização para o uso de big techs em operações de vigilância, levantando preocupações sobre espionagem e manipulação de informações. Especialistas destacam que as implicações desse documento são alarmantes, pois permitem acesso a perfis individuais para elaboração de relatórios que podem favorecer ou prejudicar candidatos.

Ações Ocultas e Seus Efeitos

Diferentemente das intervenções abertas, as ações cibernéticas podem ser executadas de forma clandestina. Isso inclui o impulsionamento de perfis em redes sociais e outras estratégias que podem impactar a percepção pública sem deixar rastros.

Desacreditação do Sistema Eleitoral

O especialista em geopolítica, Euclides Vasconcelos, enfatiza a possibilidade de que os EUA tentem descredibilizar o processo eleitoral brasileiro. Ele ressalta que as big techs não são meras plataformas, mas sim entidades que se conectam a interesses governamentais e podem influenciar decisões em larga escala.

A Necessidade de Autonomia Digital

Diante desse cenário, especialistas como Reynaldo Aragon apontam a importância de o Brasil desenvolver sua própria infraestrutura digital. Com a maior parte dos sistemas críticos operando sob controle de empresas norte-americanas, a soberania digital torna-se uma questão urgente.

Conclusão

As eleições brasileiras de 2022 se desenham como um campo de batalha para influências externas, principalmente dos EUA e das big techs. A vigilância cibernética e as tentativas de manipulação de informações levantam questões sobre a integridade do processo eleitoral, tornando essencial que o Brasil busque garantir sua autonomia digital e a segurança de suas instituições.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br