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O ensino integral tem se mostrado uma estratégia eficaz na promoção do aprendizado de alunos em situação de vulnerabilidade social, como evidenciado pelos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025.

Resultados do Ensino Integral no Ideb 2025

Uma análise realizada pelo Instituto Sonho Grande e o Instituto Natura revela que, entre as 100 escolas de ensino médio de menor nível socioeconômico, 77 adotam o formato 100% integral. Essas instituições apresentam um desempenho superior em comparação às escolas que oferecem ensino parcial, especialmente entre os alunos mais vulneráveis.

Desempenho Superior nas Escolas Integrais

Escolas que operam em regime integral, especialmente aquelas com maior concentração de estudantes de níveis socioeconômicos II e III, demonstram um avanço de 0,6 pontos no Ideb em relação às escolas parciais. Essa diferença representa um aumento de 15% no desempenho acadêmico.

Impacto no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB)

Os dados do SAEB 2025 também reforçam a eficácia do ensino integral. Em matemática, alunos de escolas 100% integrais com baixo nível socioeconômico obtiveram 23 pontos a mais em relação aos alunos de escolas parciais, o que equivale a aproximadamente 4,6 anos adicionais de aprendizado.

Benefícios da Jornada Ampliada

A extensão do tempo escolar permite que os alunos recuperem defasagens de aprendizado, ao mesmo tempo em que progridem nos conteúdos curriculares. Essa abordagem é essencial para alunos em contextos desafiadores, contribuindo para uma formação mais completa.

Inclusão Racial e Equidade no Ensino

Os dados também mostram que o ensino integral beneficia desproporcionalmente estudantes de raças e etnias minoritárias. Aproximadamente 74% das escolas 100% integrais atendem a uma maioria de alunos pretos, pardos ou indígenas, refletindo um avanço significativo na equidade educacional.

Resultados Acadêmicos entre Estudantes de PPIs

Nas escolas onde mais de 80% dos alunos se enquadram no perfil racial de PPIs, a média do Ideb é de 4,9 nas instituições 100% integrais, em contraste com 4,3 nas parciais. Esses resultados mostram que a expansão do tempo integral está contribuindo para a redução das desigualdades raciais no desempenho acadêmico.

Portanto, a implementação de políticas educativas que priorizam o ensino integral é fundamental para garantir um aprendizado equitativo e acessível a todos os estudantes, especialmente aqueles que enfrentam condições socioeconômicas adversas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br