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Em meio a crescentes tensões entre Estados Unidos e Venezuela, o presidente americano, Donald Trump, declarou que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, teria “oferecido tudo” em negociação, demonstrando, aparentemente, um desejo de evitar conflitos diretos com os EUA. A declaração surge após Trump admitir ter autorizado operações secretas da CIA em território venezuelano e considerar ataques terrestres contra supostos cartéis no país.

Diante desse cenário, levanta-se a questão de como uma possível ação militar dos EUA na Venezuela, visando derrubar o governo de Nicolás Maduro, afetaria o Brasil. De acordo com análises, uma reação favorável à Venezuela seria limitada, especialmente se comparada à resposta que ocorreria em defesa de um país democrático e legítimo da região. A magnitude da reação também dependeria da dimensão da ação militar empreendida pelos EUA, com o lançamento de mísseis tendo um impacto diferente de uma invasão de tropas americanas.

Um fator relevante é a falta de apoio que o governo de Nicolás Maduro recebe da maioria dos países do continente, principalmente após acusações de fraude no processo eleitoral venezuelano no ano anterior. Essa falta de simpatia pode influenciar a resposta da região a uma eventual intervenção.

Apesar disso, a intenção de Trump pode ser mais de intimidar Maduro do que de efetivamente realizar uma intervenção militar com tropas em solo venezuelano. O objetivo seria promover uma mudança de governo sem a necessidade de um conflito armado direto.

Analistas apontam que Trump busca resolver a situação, diminuir a tensão e concentrar-se em outras crises, como as envolvendo México e Irã. A escalada da tensão entre EUA e Venezuela também pode influenciar o processo de reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos, que vive um período de “trégua cautelosa”.

O Brasil, historicamente, repudia qualquer tipo de intervenção militar na América do Sul e, certamente, demonstraria preocupação com o desenrolar da situação na Venezuela. A posição tradicional da política externa brasileira, expressa por figuras como Celso Amorim, reflete essa apreensão diante de qualquer escalada de conflito na região.

Fonte: g1.globo.com

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