© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Compartilhe essa Matéria

A Polícia Federal (PF) havia sido informada sobre o planejamento da Operação Contenção pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, mas avaliou que a ação “não era razoável” para justificar a participação da instituição. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Segundo Rodrigues, a superintendência regional da PF foi procurada para oferecer apoio no cumprimento de mandados, mas a participação foi descartada devido à “falta de atribuição legal”, já que a atuação da PF se concentra na investigação, e não na ação ostensiva. A PF também informou que não foi comunicada sobre o início da operação policial, realizada nesta terça-feira.

“A partir da análise do planejamento operacional, nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, declarou Rodrigues em entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada, local da reunião.

O governo do Rio de Janeiro informou que a Operação Contenção foi deflagrada após mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento, resultando no cumprimento de centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

“Houve um contato no nível operacional informando que haveria uma grande operação e se a Polícia Federal teria alguma possibilidade de atuação na sua área, no seu papel […]. Não tivemos detalhes mais do planejamento, a partir da análise geral, entendemos que não era o modo que a Polícia Federal atua, o modo de fazer operações”, acrescentou Rodrigues.

A Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, resultou em mais de 130 mortos. A contagem de corpos ainda não foi finalizada, já que muitos foram retirados da área de mata pelos moradores das comunidades.

As forças de segurança do estado realizaram a operação mais letal da história no Rio de Janeiro, visando combater o Comando Vermelho. Em resposta, criminosos interditaram 35 ruas em diversos pontos da cidade, utilizando veículos, lixo, barricadas e materiais em chamas, causando caos.

Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal continua atuando no Rio de Janeiro, focada na investigação de polícia judiciária e seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Em abril, o STF definiu medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar nas comunidades do Rio de Janeiro.

“Já estruturamos um grupo de trabalho que está atuando lá nessa questão de atividade de inteligência, instauração de inquérito policial e a determinação também, da própria decisão do Supremo, para que COAF e Receita Federal atuem coordenadamente conosco, trazendo mais elementos para a Polícia Federal atuar”, disse Rodrigues.

“Nós sempre fazemos na área de polícia judiciária, com inteligência, com estratégia, descapitalizando o crime, enfrentando aquilo que o crime organizado tem de mais relevante, que é o poder econômico, e prendendo lideranças. É assim que a Polícia Federal atua e é assim que nós já estamos atuando no Rio de Janeiro”, concluiu o diretor-geral da PF.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Você Também Pode Gostar

Cultura anuncia datas para consultorias públicas da PNAB 2024 com a classe artística e agentes culturais em Osasco

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaA Secretaria de Cultura da Prefeitura de Osasco iniciará na…

Cidades de São Paulo registram diminuição de até 96% nos números de criminalidade com uso de totens de segurança

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaCotia, Diadema e São Vicente estão entre os municípios que…

Saúde convoca a população para dose de reforço contra a febre amarela

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaConfira a unidade de saúde mais próxima de sua residência…

Osasco abre canal de denuncias nos casos de dengue através do WhatsApp da Central 156

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaOs moradores de Osasco agora têm à disposição uma opção…