G1
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Os Estados Unidos anunciaram o lançamento da Operação Lança do Sul, uma ação militar ordenada pelo presidente Donald Trump com o objetivo declarado de combater o “narcoterrorismo” na América Latina. A operação mobilizará uma força-tarefa e o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA (Southcom), responsável pelas operações militares americanas na América do Sul, Central e Caribe.

O anúncio foi feito pelo Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, através da rede social X. Hegseth afirmou que a operação visa “remover narcoterroristas de nosso hemisfério” e “proteger nossa terra das drogas que estão matando nosso povo”, reforçando a ideia de que “o hemisfério ocidental é a vizinhança da América — e nós o protegeremos”.

Detalhes sobre a localização e o formato exato da operação ainda são escassos. No entanto, informações sugerem que membros do alto escalão do governo americano apresentaram a Trump, na quarta-feira, opções para possíveis ações na Venezuela, incluindo potenciais bombardeios. Hegseth e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, teriam participado da reunião.

A tensão entre os EUA e a Venezuela tem aumentado nas últimas semanas, alimentando especulações sobre uma possível ofensiva americana por terra. O maior navio de guerra do mundo, o USS Gerald R. Ford, chegou à área de atuação do Comando Sul recentemente.

Paralelamente, os EUA já realizaram 20 ataques a embarcações acusadas de tráfico de drogas, principalmente no Caribe, mas também no Oceano Pacífico. Essas ações resultaram em 80 mortes e dois sobreviventes. O USS Gerald R. Ford se juntou a outros navios de guerra, um submarino nuclear e aeronaves caças F-35 que operam na região.

Nos últimos dois meses, as forças americanas têm realizado o maior destacamento militar na região do Mar do Caribe em décadas. Trump acusa o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de chefiar o narcotráfico, o que Maduro nega, alegando que os EUA “estão fabricando uma guerra” contra seu país.

Em resposta à presença naval americana, o governo venezuelano anunciou uma mobilização militar nacional. A tensão também se estende à Colômbia, cujo presidente, Gustavo Petro, foi alvo de críticas por parte de Trump. Petro ordenou que as forças colombianas suspendessem o compartilhamento de informações de inteligência com agências americanas até que os ataques contra barcos no Caribe cessem. Petro defende que a luta contra as drogas “deve ser subordinada aos direitos humanos do povo caribenho”.

Trump minimizou as especulações sobre derrubar o governo venezuelano ou iniciar uma guerra, mas não descartou um ataque terrestre, afirmando que “cada barco que você vê sendo abatido mata 25.000 pessoas ligadas às drogas e que destroem famílias em todo o nosso país”.

Fonte: g1.globo.com