G1
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Américo Brasiliense (SP) enfrenta um surto de doença diarreica aguda, com mais de 2.100 casos confirmados e um óbito registrado. A prefeita Terezinha Viveiros (Republicanos) declarou que a administração municipal está seguindo as orientações do governo estadual para conter o avanço da doença. Contudo, a causa exata do surto ainda é incerta, segundo a prefeita.

Em entrevista, Terezinha Viveiros afirmou que o foco principal é corrigir as deficiências apontadas pelos órgãos de vigilância. “Nós estamos seguindo as orientações do estado para que a gente possa corrigir as deficiências que foram encontradas”, disse. No entanto, ela ressaltou que novos testes são necessários, pois a prefeitura ainda possui dúvidas sobre se a água da rede municipal é a principal responsável pelo surto.

A declaração da prefeita surge após a divulgação de um comunicado conjunto do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo, que indicou a ocorrência de 2.111 casos da doença e uma morte neste ano. O laudo também apontou que amostras de água coletadas em outubro apresentavam deficiências de cloração e a presença de coliformes totais e da bactéria Escherichia coli (E. coli), indicativo de contaminação fecal.

Apesar de afirmar que a prefeitura está seguindo as orientações estaduais, a prefeita demonstrou que o município ainda avalia os dados. “Nós ainda temos dúvidas, porque o estado veio e detectou, mas pelos documentos que nós temos, isso ainda não evidencia [que a água seja a causa do surto]. Estamos esperando encerrar todas as investigações e continuamos com nossos trabalhos internos”, acrescentou.

O diretor do Departamento de Água, Esgoto e Meio Ambiente (Daema), Cleverson Mariano de Marins, detalhou as ações de controle realizadas após a detecção de E. coli em amostras coletadas em 24 de outubro. “O procedimento padrão que seguimos é fazer a checagem da cloração, garantindo que esteja presente em toda nossa rede e fazendo uma nova análise desse pronto. Seguimos com o controle diário do sistema”, explicou Marins. Segundo o diretor, o monitoramento é feito semanalmente por uma empresa contratada, com análises realizadas às segundas e quintas-feiras.

Enquanto as investigações sobre a origem exata do surto continuam, incluindo análises de vírus e protozoários no Instituto Adolfo Lutz, as autoridades reforçam as orientações sanitárias à população. As principais medidas de prevenção incluem lavar as mãos constantemente com água e sabão, não compartilhar pratos, copos e talheres (especialmente se houver casos da doença dentro de casa), ferver a água antes do consumo e redobrar os cuidados com a higiene básica. A Vigilância Sanitária do município informou que aguarda uma nova remessa de hipoclorito de sódio (água sanitária a 2,5%) enviada pelo estado para continuar a distribuição à população. O produto é usado para purificar a água, na proporção de duas gotas para cada litro de água, devendo-se aguardar 30 minutos antes do consumo.

Fonte: g1.globo.com