O advogado Rodrigo Bonfim, de 47 anos, foi encontrado morto dentro de seu carro em Anápolis. Antes de sua morte, o profissional realizou aproximadamente dez ligações para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), conforme registros em seu aparelho celular. Apesar dos registros no celular, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o sistema do Samu não identificou nenhuma dessas chamadas.
O corpo de Bonfim foi descoberto por uma testemunha na madrugada de quinta-feira, em um cruzamento. A testemunha encontrou o advogado desacordado dentro do veículo. A irmã do advogado, Juliana Jaime, informou que o celular com os registros das chamadas está sob custódia da Polícia Civil.
De acordo com o Samu, o Corpo de Bombeiros foi acionado inicialmente às 1h12 da madrugada. Somente às 1h39, o serviço de saúde recebeu um chamado dos bombeiros solicitando apoio. Uma Unidade de Suporte Avançado (USA) foi enviada ao local após a solicitação dos bombeiros, onde a equipe constatou o óbito de Rodrigo Bonfim.
A família aguarda o resultado conclusivo sobre a causa da morte. O legista responsável pela autópsia suspeita que Rodrigo possa ter sofrido um infarto ou arritmia. A irmã do advogado informou que a família tem histórico de mortes por problemas cardíacos.
Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), uma testemunha ouviu o carro bater em algo próximo a uma distribuidora. Ao verificar, a testemunha encontrou Rodrigo sem roupas e com dificuldades para respirar. O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas o óbito foi confirmado no local.
A Secretaria Municipal de Saúde emitiu uma nota informando que, apesar dos registros de tentativas de ligação no celular da vítima, o sistema do Samu não as reconheceu. O comunicado também informou que o Corpo de Bombeiros prestou o atendimento inicial e que o Samu foi acionado posteriormente pelos bombeiros. A secretaria se comprometeu a investigar o ocorrido e tomar as medidas administrativas cabíveis em caso de negligência ou imperícia.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Fonte: g1.globo.com

