Em um dia marcado por forte otimismo no mercado financeiro, a bolsa de valores brasileira atingiu um novo recorde, ultrapassando a marca de 158 mil pontos. Esse desempenho notável foi acompanhado por uma nova queda do dólar, que registrou sua terceira sessão consecutiva de desvalorização, impulsionado por um cenário externo considerado favorável.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão desta quarta-feira em 158.555 pontos, com uma valorização de 1,7%. A alta expressiva foi influenciada principalmente por um ambiente externo mais positivo e pela retomada das apostas em cortes de juros nos Estados Unidos em 2025, um movimento que tende a atrair investimentos estrangeiros para mercados emergentes.
O dólar também sentiu o impacto do movimento de desvalorização no mercado internacional. A cotação à vista fechou o dia cotada a R$ 5,335, representando uma queda de R$ 0,041, ou 0,77%. Apesar de ter apresentado uma alta durante a manhã, a moeda americana perdeu força ao longo da tarde, fechando próxima das mínimas do dia.
Com o desempenho registrado nesta quarta-feira, o dólar acumula uma queda de 0,84% no mês de novembro. No acumulado de 2025, a desvalorização da moeda americana já atinge 13,67%.
A expectativa de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, possa vir a reduzir as taxas de juros já em dezembro, tem favorecido moedas de países emergentes, como o real. Taxas de juros mais baixas em economias avançadas tendem a estimular o fluxo de capitais financeiros para países em desenvolvimento.
Apesar do peso menor, fatores internos também exerceram influência nas negociações. A divulgação de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial, ficou em 0,2% no mês de novembro, aumentou as expectativas de que o Banco Central (BC) possa iniciar a redução da Taxa Selic (juros básicos da economia) já em janeiro.
Com o resultado de novembro, o IPCA-15 acumulado em 12 meses ficou em 4,5%, voltando para o teto da meta de inflação. Juros domésticos mais baixos estimulam a migração de investimentos da renda fixa para o mercado de ações, o que acaba por favorecer a bolsa de valores.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

