© Isac Nóbrega/PR
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A defesa do general Braga Netto formalizou, nesta segunda-feira (1º), um recurso ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de contestar a condenação imposta ao militar, acusado de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A equipe jurídica do general busca reverter a decisão desfavorável.

No recurso apresentado, os advogados reiteram o pedido de absolvição de Braga Netto, argumentando que não há provas que o liguem à suposta trama golpista. Atualmente, o general cumpre uma pena de 26 anos de prisão em regime inicial fechado, estando detido na Vila Militar, localizada no Rio de Janeiro.

Além de buscar a anulação da condenação, a defesa também questiona a decisão do ministro Alexandre de Moraes, responsável por determinar a execução da pena após a rejeição dos recursos anteriores apresentados.

A controvérsia central reside na interpretação das normas para a apresentação de embargos infringentes, um tipo de recurso que contesta a condenação. Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, para ter direito a apresentar esses embargos, Braga Netto deveria ter obtido ao menos dois votos favoráveis à sua absolvição durante o julgamento. Contudo, a condenação do general foi unânime.

Os advogados de Braga Netto contestam essa interpretação, argumentando que o regimento interno do Supremo Tribunal Federal não estabelece um número mínimo de votos divergentes como requisito para a admissibilidade dos embargos infringentes, exigindo apenas que a decisão não seja unânime.

O próximo passo é aguardar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que deverá analisar o recurso e determinar se ele será submetido à apreciação do plenário do STF. A admissibilidade do recurso representa um ponto crucial no futuro jurídico do general Braga Netto, podendo levar a uma revisão da sua condenação ou à manutenção da pena imposta.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br