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O avanço do desmatamento na região da Amazônia Legal continua a representar uma ameaça constante para as áreas protegidas, sejam elas unidades de conservação estaduais, terras indígenas ou unidades de conservação federais. Um relatório recente divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revela a pressão interna de desmatamento nas unidades de conservação federal, destacando a complexidade do cenário enfrentado.

Pressão nas áreas protegidas

Os dados analisados indicam que, enquanto as áreas federais enfrentam ameaças externas significativas, as áreas protegidas estaduais muitas vezes apresentam níveis mais intensos de desmatamento, tanto em seus limites quanto no entorno. O estudo, que analisou o período de outubro a dezembro de 2025, identificou 904 células com ocorrências de desmatamento em diversas áreas protegidas e seus arredores.

Detalhamento das ocorrências

Ao classificar as áreas de acordo com o tipo de proteção, as unidades de conservação estaduais registraram uma proporção de 50% de ameaças e 50% de pressão interna. Já nas terras indígenas, a ameaça representou 68% dos casos, enquanto a pressão foi de 32%. Nas unidades de conservação federais, a ameaça atingiu 69%, enquanto a pressão interna foi de 31%.

Áreas mais impactadas

No último trimestre de 2025, as Reservas Extrativistas Chico Mendes, Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu e Resex Tapajós-Arapiuns foram identificadas como as mais pressionadas pelo desmatamento. Destaca-se que a Floresta Nacional de Saracá-Taquera foi apontada como a área protegida mais ameaçada, seguida pela Resex Chico Mendes e Resex Tapajós-Arapiuns.

Alerta e conclusão

A pesquisadora do Imazon, Bianca Santos, ressalta a importância do estudo como um alerta para os desafios ambientais na região. A recorrência de certas áreas entre as mais ameaçadas e pressionadas destaca a necessidade de ações mais eficazes para conter o avanço do desmatamento. Santos aponta que a análise da série histórica revela a transição das áreas de ameaça para pressão, evidenciando a falta de eficiência nas medidas de proteção ambiental.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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