O Ministério da Saúde anunciou o início do processo de transição do uso da insulina humana para a insulina análoga de ação prolongada, glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa mudança será implementada inicialmente em um projeto-piloto no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, abrangendo crianças, adolescentes e idosos com diabetes tipo 1 ou 2.
Benefícios da Insulina Glargina
A glargina é uma insulina de ação prolongada, com efeito de até 24 horas, o que simplifica o controle dos níveis de glicose. Essa nova opção requer apenas uma aplicação diária, proporcionando maior comodidade aos pacientes.
Projeto Gradual e Treinamentos
A transição da insulina humana para a glargina será realizada de forma progressiva, considerando a condição de cada paciente. Treinamentos estão sendo oferecidos nos estados participantes para capacitar os profissionais de saúde da atenção primária. Após a fase inicial, os resultados serão avaliados para expandir o programa para todo o país.
Parceria e Produção Nacional
Essa transição para a insulina glargina no SUS é fruto de uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) entre Bio-Manguinhos (Fiocruz), a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee. A colaboração inclui a transferência de tecnologia para o Brasil. Até 2025, mais de 6 milhões de unidades do medicamento foram entregues, com um investimento de R$ 131 milhões. A capacidade de produção deve chegar a 36 milhões de tubetes até o final de 2026 para abastecer o SUS.
O Ministério da Saúde destaca que a produção nacional de insulina é crucial diante da escassez global desse insumo essencial para o tratamento do diabetes.
