© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, divulgou nesta terça-feira (10) recomendações de conduta para os juízes eleitorais que atuarão nas eleições deste ano. Essas diretrizes éticas foram apresentadas aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais, visando garantir uma atuação imparcial e ética durante o processo eleitoral.

Recomendações de Conduta

Entre as recomendações destacadas, está a divulgação da agenda de audiências com candidatos e advogados. Além disso, os juízes eleitorais devem se abster de fazer comentários sobre os processos em curso na Justiça Eleitoral e estão proibidos de participar de eventos com candidatos ou seus apoiadores.

Outras diretrizes incluem a recusa de presentes, favores ou ofertas que possam comprometer a imparcialidade, a abstenção de atuar em casos em que escritórios de advocacia dos quais fazem parte representem interesses e a não manifestação de opiniões políticas pessoais em qualquer meio de comunicação para evitar dúvidas sobre a imparcialidade das decisões.

Ao todo, são dez recomendações que servirão como base ética para guiar o comportamento dos magistrados da Justiça Eleitoral durante o pleito que ocorrerá em outubro.

Discussão do Código de Ética do STF

No âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia é a relatora do Código de Ética da corte, uma proposta apresentada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, na semana anterior. Essa iniciativa surgiu após críticas públicas direcionadas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em relação às investigações das fraudes no Banco Master.

Antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central em novembro do ano passado, o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à família de Alexandre de Moraes, prestou serviços ao banco Vorcaro. Toffoli foi questionado por permanecer como relator do caso após reportagens apontarem irregularidades em um fundo de investimento relacionado ao Banco Master, que adquiriu parte de um resort de propriedade de familiares do ministro.

Essa discussão evidencia a importância da ética e transparência no judiciário, tanto nas instâncias eleitorais quanto no Supremo Tribunal Federal, visando assegurar a confiança da sociedade nas instituições e nos magistrados responsáveis por aplicar a lei.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br