Em meio às barreiras que limitam a circulação de pessoas com deficiência (PCD) em eventos de carnaval, como a falta de rampas, transporte público e intérpretes de Libras, o bloco de carnaval Deficiente é a Mãe surge como uma alternativa acessível há 14 anos. Fundado pela historiadora Lurdinha Danezy Piantino, em parceria com pais e entidades voltadas para PCDs, o bloco combate o capacitismo, que é a discriminação e opressão dessas pessoas.
Drag Queen com síndrome de Down e inclusão no carnaval
Lurdinha, mãe de Lúcio Piantino, conhecido como Úrsula Up, a primeira Drag Queen com síndrome de Down do Brasil, destaca a importância dos blocos como ferramentas de inclusão. Lúcio, além de atuar como artista, dançarino e palhaço, acredita que todos devem participar da festa carnavalesca. Luiz Maurício Santos, outro fundador do bloco, ressalta a luta contra o preconceito e a importância de mobilizar mais PCDs para participar ativamente do carnaval.
Inclusão e diversão no carnaval
O jovem Francisco Boing Marinucci, com Transtorno do Espectro Autista, é presença garantida no bloco anualmente, acompanhado pela mãe, Raquel. A professora destaca a importância do bloco inclusivo para proporcionar diversão e segurança aos participantes. Além disso, a sociedade precisa ser mais consciente sobre a inclusão de PCDs em eventos.
Desafios e perspectivas para pessoas com deficiência
Com base nos dados do IBGE, que apontam 18,6 milhões de PCDs no Brasil, é fundamental ampliar a acessibilidade em eventos como o carnaval. Pessoas como Thiago Vieira, com baixa visão, e seu cão-guia Nina, destacam a importância da inclusão. Carlos Augusto Lopes de Sousa, secretário escolar em cadeira de rodas, ressalta a alegria e otimismo proporcionados pelo bloco.

