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A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar a maior parte do tarifaço do governo de Donald Trump desencadeou uma onda de otimismo no mercado financeiro. Como reflexo, a bolsa de valores atingiu um marco histórico ao ultrapassar os 190 mil pontos pela primeira vez. Simultaneamente, o dólar registrou uma queda significativa, chegando a ser cotado abaixo de R$ 5,20 e alcançando o menor patamar em quase dois anos.

Bolsa de valores em alta

O índice Ibovespa, da B3, encerrou o pregão da última sexta-feira (20) com expressivos 190.534 pontos, representando uma valorização de 1,06%. Destacam-se as ações de mineradoras e bancos, que possuem um peso considerável no índice e lideraram os ganhos. Na semana, encurtada devido ao carnaval, a bolsa brasileira acumulou uma alta de 2,18%, alcançando um incremento de 18,25% no ano de 2026.

Queda do dólar

O mercado de câmbio também foi impactado pela euforia, com o dólar comercial fechando o dia sendo negociado a R$ 5,176, o que representou uma queda de R$ 0,051 (-0,98%). A moeda norte-americana iniciou o dia com estabilidade, mas ao longo da manhã começou a registrar um declínio que se consolidou em torno de R$ 5,17 no término da sessão. Esse valor é o mais baixo desde maio de 2024, quando atingiu R$ 5,15. No acumulado do ano, o dólar já apresenta uma redução de 5,69%.

Impacto global da decisão

O impacto da decisão da Suprema Corte dos EUA reverberou globalmente, resultando em uma desvalorização do dólar. A derrubada das tarifas impostas pela gestão de Donald Trump beneficiou especialmente as moedas de países emergentes, com o euro comercial também registrando uma queda significativa, encerrando a R$ 6,09, o menor patamar desde fevereiro do ano anterior.

Perspectivas futuras

Mesmo diante do anúncio de Trump sobre a imposição de uma tarifa global de 10% por 120 dias a produtos ingressando nos EUA, o mercado seguiu otimista. Após a coletiva de imprensa, o dólar acelerou sua trajetória de queda e a bolsa ampliou os ganhos. Esses desdobramentos demonstram a confiança dos investidores diante da perspectiva econômica positiva resultante da decisão da Suprema Corte.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br