© Jean Barreto/ Divulgação
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Fã de histórias em quadrinhos (HQ) desde a infância, a doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolveu um estudo que confirma como as graphic novels podem provocar reflexões sobre questões étnico-raciais na formação de futuros professores do Curso Normal, fortalecendo a educação antirracista. As graphic novels são HQ com histórias completas, imagens e textos mais longos.

O poder das histórias em quadrinhos no debate racial

A doutoranda Fernanda Pereira da Silva acredita que as HQs têm o poder de atrair as pessoas para a discussão sobre questões raciais. Em seu doutorado, Fernanda decidiu pesquisar como as graphic novels poderiam contribuir para o debate racial na formação inicial dos professores do ensino fundamental. A tese de doutorado de Fernanda tem o título 'Cotidiano, escola e Graphic novel: O papel da mídia no fortalecimento da Educação para Relações Étnico-Raciais' e contou com orientação da professora da Faculdade de Educação da UFF, Walcéa Barreto Alves.

Atuação no campo educacional

Em seu trabalho de campo no Colégio Estadual Júlia Kubitschek, Fernanda interagiu com alunos do segundo ano do ensino médio, onde a maioria era negra. Ela observou que as escolas abordam o tema do racismo apenas em novembro, mês da Consciência Negra, deixando de discuti-lo durante o restante do ano, enquanto os alunos enfrentam situações de racismo cotidianamente. A Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, não é cumprida em 71% dos municípios brasileiros, de acordo com pesquisas.

Desafios e estratégias

Fernanda argumentou que a questão do racismo pode ser trabalhada de várias formas, incluindo a utilização de HQs para abordar o tema. A imersão no campo educacional permitiu a observação da falta de debate diário sobre questões étnico-raciais nas escolas. A preocupação da pesquisadora é preparar os futuros professores para abordar o tema do racismo de forma eficaz em suas práticas pedagógicas.

Intervenção e observações

A professora Walcéa Barreto Alves elogiou o trabalho de campo de Fernanda, destacando a importância de uma abordagem prática e interventiva. As observações feitas permitiram identificar a falta de debate constante sobre questões raciais nas escolas e a necessidade de preparar os futuros professores para lidar com o racismo de forma adequada em suas práticas educacionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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