A Prefeitura de Boituva, no interior de São Paulo, anunciou o afastamento de um médico obstetra do Hospital São Luiz após o registro de denúncias graves envolvendo agressão, ofensas e negligência no atendimento a uma paciente grávida. O caso, que resultou na abertura de um boletim de ocorrência, mobilizou a administração municipal, que já iniciou uma investigação aprofundada para apurar os fatos e garantir a segurança dos usuários do sistema de saúde.
Detalhes das Acusações de Conduta Médica Inapropriada
Uma gestante, com mais de 40 semanas de gravidez, registrou um boletim de ocorrência na última sexta-feira, 20 de março, descrevendo uma série de eventos preocupantes que ocorreram no Hospital São Luiz. Segundo seu relato, a paciente procurou atendimento na quinta-feira, 19, sentindo dores e contrações. No entanto, o médico em questão teria negado o início do trabalho de parto e a liberado, adotando uma postura ríspida e desconsiderando suas queixas. Horas após ser dispensada, outra equipe médica constatou que a mulher estava em trabalho de parto avançado e que o feto apresentava sinais de sofrimento, o que exigiu a realização de uma cesariana de emergência.
Ainda mais grave, na manhã de sexta-feira, o mesmo profissional teria se dirigido ao quarto da paciente. Nesse encontro, ele é acusado de proferir ofensas, ameaçar a acompanhante e tentar agredi-la, causando um tumulto que resultou em um leve ferimento na vítima. A mulher enfatiza que não iniciou a discussão e manifestou estar profundamente abalada com a situação.
A Resposta Urgente da Administração Municipal
Diante da gravidade das alegações, a Prefeitura de Boituva confirmou que está investigando não apenas este incidente, mas também uma segunda denúncia envolvendo a conduta do mesmo médico. A primeira queixa formal contra o profissional foi protocolada em 16 de março pela vereadora Laís Gianotti, presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura questões de gestão no Hospital São Luiz.
Em resposta às denúncias, a Secretaria de Saúde do município agiu prontamente, oficiando a direção do Hospital São Luiz e exigindo esclarecimentos detalhados sobre os fatos, com um prazo de resposta estabelecido até 23 de março. A prefeitura reforçou sua determinação de transparência e, como medida cautelar para a proteção dos pacientes, exigiu o afastamento imediato do médico de suas funções até que a apuração seja totalmente concluída e os fatos devidamente elucidados.
Compromisso com a Segurança e o Silêncio do Hospital
Em um comunicado oficial, a Prefeitura de Boituva reiterou seu compromisso inabalável com a segurança e a integridade de todos os usuários do sistema de saúde municipal. A administração enfatizou que, em função de suas atribuições legais e dos repasses mensais de investimentos ao Hospital São Luiz, não irá tolerar qualquer forma de violência, negligência ou desassistência aos pacientes, priorizando o bem-estar da população.
Por outro lado, o Hospital São Luiz foi procurado pela reportagem do g1 para se posicionar sobre as denúncias e as medidas tomadas, mas não havia emitido qualquer resposta até a publicação desta matéria. A postura da prefeitura sinaliza uma fiscalização rigorosa sobre os serviços prestados em instituições que recebem investimento público, visando assegurar a qualidade e a ética no atendimento à comunidade.
O caso em Boituva sublinha a importância da vigilância e da responsabilidade na prestação de serviços de saúde, especialmente em momentos tão vulneráveis como a gestação. A investigação em curso pela Prefeitura de Boituva demonstra um posicionamento firme em garantir que a integridade e o bem-estar dos pacientes sejam sempre prioridade, enquanto a comunidade aguarda os desdobramentos e as conclusões finais das apurações.
Fonte: https://g1.globo.com

