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Representantes de Cuba e dos Estados Unidos se reuniram recentemente em Havana para discutir questões bilaterais de relevância. A delegação cubana, liderada por autoridades do Ministério das Relações Exteriores, destacou a urgência na suspensão do embargo energético imposto pelos EUA, considerado pela ilha um ato de coerção econômica injustificado e uma forma de chantagem global. O encontro, descrito como profissional e respeitoso, buscou aprofundar o diálogo em temas sensíveis, mantendo a discrição necessária para a natureza das discussões.

Prioridade Máxima: Fim do Bloqueio Energético

A suspensão do bloqueio energético foi o ponto central da agenda cubana. O governo da ilha argumenta que essa política de sanções, intensificada com uma ordem executiva em janeiro, impõe dificuldades severas à população e serve como ferramenta de pressão contra nações soberanas. Essa medida permite aos EUA sancionar países que forneçam petróleo a Cuba, gerando escassez de combustível com impacto direto no cotidiano dos cidadãos.

Postura Cubana: Diálogo Aberto e Soberania

Cuba reafirmou sua disposição em manter um canal de comunicação aberto com os Estados Unidos, pautado no respeito mútuo e na não interferência. O presidente Miguel Díaz-Canel ressaltou, em entrevistas recentes, a possibilidade de acordos em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes. Ele enfatizou, contudo, que qualquer diálogo deve ocorrer em pé de igualdade, com pleno respeito à soberania, ao sistema político e ao direito internacional, sem pressões ou tentativas de intervenção.

Detalhes da Delegação e Natureza das Discussões

O lado americano da delegação contou com secretários-adjuntos do Departamento de Estado, enquanto a representação cubana incluiu vice-ministros das Relações Exteriores. Conforme esclarecido pelo representante cubano, Alejandro García, nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez declarações coercitivas, desmentindo informações veiculadas pela mídia americana. A discrição nas reuniões é fundamental devido à complexidade e sensibilidade dos temas abordados na relação bilateral.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br