© Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou, por unanimidade, a decisão que determinou a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A medida, originalmente proferida pelo ministro André Mendonça, consolida a posição do tribunal sobre o caso.

Contexto da Operação e Investigação

A prisão de Costa ocorreu em 16 de abril, como parte da quarta fase da Operação Compliance, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura supostas fraudes ocorridas no Banco Master e uma tentativa de aquisição desta instituição financeira pelo BRB, um banco público sob a égide do governo do Distrito Federal.

Acusações e Envolvimento

As apurações indicam que Paulo Henrique Costa teria, em conluio com o banqueiro Daniel Vorcaro, acertado o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. Este montante seria supostamente repassado por meio da negociação de imóveis, configurando um esquema de corrupção complexo.

O Julgamento no STF

O julgamento, iniciado na semana anterior e concluído no plenário virtual do colegiado, resultou em um placar de 4 a 0 pela manutenção da prisão de Costa. Os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes votaram pela confirmação da custódia.

Divergência sobre outro Alvo da Operação

Em relação a Daniel Monteiro, advogado também investigado na operação, o placar foi de 3 a 1 pela manutenção da prisão. O ministro Gilmar Mendes apresentou uma divergência parcial, propondo que Monteiro cumpra prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.

Declaração de Suspeição e Implicações

O ministro Dias Toffoli, membro da Segunda Turma, declarou-se suspeito para participar do julgamento. Essa decisão se deu após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. As mensagens foram apreendidas na primeira fase da operação, no ano passado. Vale ressaltar que Toffoli é sócio do resort Tayayá, adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master, entidade sob investigação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br