O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria das ações que questionam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, recentemente promulgada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre.
Contexto da Lei da Dosimetria
A nova legislação permite a redução das penas para réus condenados por atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023, incluindo ex-presidente Jair Bolsonaro. A promulgação da lei gerou um intenso debate jurídico e político.
Desafios Legais e Reações
As ações já protocoladas pelo PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) contestam a decisão do Congresso, que desfez o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas entidades argumentam que a redução de penas para crimes contra a democracia é um retrocesso institucional.
Pontos de Vista das Entidades
A Federação PSOL-Rede enfatiza que a norma representa uma ameaça à ordem democrática, enquanto a ABI critica a lei por ‘banalizar’ os ataques à democracia, defendendo que indivíduos envolvidos em tentativas de golpe devem ser severamente punidos.
Próximos Passos no Processo Judicial
Moraes já estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso se manifestem sobre a questão. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também serão ouvidas antes que o relator tome uma decisão sobre a possível suspensão da lei.
Mobilização de Outros Partidos
Além disso, a federação formada pelo PT, PCdoB e PV anunciou sua intenção de contestar a Lei da Dosimetria no STF, argumentando que não há base constitucional para amenizar penas relacionadas a crimes que atacam a democracia.
Os partidos afirmam que tais crimes são os mais graves, pois ameaçam os princípios fundamentais do sistema jurídico e constitucional brasileiro.

