© Marcello Casal JrAgência Brasil
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Recentemente, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), revelou os resultados da terceira fase do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). Esta pesquisa é uma das mais completas no âmbito do envelhecimento no Brasil, oferecendo uma variedade de dados sobre a saúde de pessoas com 60 anos ou mais.

Principais Resultados do Estudo

O estudo apresenta cerca de 100 indicadores que abordam diferentes dimensões da vida dos idosos, incluindo condições de vida, funcionalidade, ambiente social e acesso a serviços de saúde. Os dados obtidos revelam que fatores urbanos e sociais têm um impacto significativo na qualidade de vida desta população.

Desafios do Envelhecimento

Um dos pontos destacados é a insegurança percebida em ambientes urbanos. Aproximadamente 42,7% dos idosos urbanos relataram medo de cair devido a condições inadequadas das calçadas, o que afeta sua mobilidade e participação social. A situação é ainda mais crítica entre as mulheres, com 50,5% expressando essa preocupação.

Aspectos Relacionados à Segurança

Além disso, 12,1% dos idosos consideram suas comunidades muito inseguras em relação à criminalidade, o que representa cerca de 3,8 milhões de pessoas vivendo sob constante medo. Essa percepção é uniforme entre homens e mulheres, evidenciando um problema generalizado que prejudica a saúde mental e a qualidade de vida.

Saúde Física dos Idosos

A hipertensão arterial é uma das condições mais prevalentes entre os idosos, com 34,4% apresentando níveis de pressão arterial considerados hipertensivos. A condição aumenta com a idade, afetando 40,1% dos indivíduos com 80 anos ou mais, o que ressalta a necessidade de monitoramento e tratamento adequado para prevenir complicações sérias.

Limitações Funcionais

O estudo também identificou que 20,4% dos idosos enfrentam dificuldades em realizar atividades diárias básicas, como se vestir ou tomar banho. Essa limitação funcional impacta não apenas a autonomia dos idosos, mas também afeta suas famílias e o sistema de saúde.

Apoio e Redes de Suporte

Outro aspecto importante abordado na pesquisa é a falta de apoio. Apenas 37,9% dos idosos que têm dificuldades para realizar atividades diárias recebem ajuda, o que varia com a idade, aumentando para 55,4% entre aqueles com 80 anos ou mais.

Essas informações sublinham a necessidade urgente de políticas públicas eficazes que promovam a adaptação das cidades para atender a uma população idosa em crescimento, garantindo acessibilidade, segurança e uma melhor qualidade de vida.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br