© Fellipe Sampaio/SCO/STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou um pedido de quatro senadores que solicitavam a declaração de suspeição do ministro Kassio Nunes Marques em um mandado de segurança relacionado à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A decisão foi anunciada na quarta-feira, 3 de maio de 2026.

Contexto do Pedido de Suspeição

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) apresentaram a ação em março de 2026, alegando que Kassio Nunes Marques teria relações de amizade com Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso do Banco Master. Eles argumentaram que isso poderia comprometer a imparcialidade do ministro.

Justificativa de Fachin

Em sua decisão, Fachin destacou que a questão da suspeição deveria ter sido levantada em um prazo de cinco dias após a nomeação do relator. Ele observou que o mandado de segurança foi distribuído em 26 de março de 2026, enquanto a arguição de suspeição foi protocolada apenas em 12 de maio do mesmo ano, ultrapassando em mais de um mês o prazo regimental estabelecido.

Requerimento da CPI do Banco Master

Os senadores também mencionaram uma suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não havia analisado o requerimento para a instalação da CPI, protocolado em 26 de novembro de 2026. O requerimento conta com 53 assinaturas, superando o mínimo necessário de 27 apoios entre os 81 senadores.

Próximos Passos

Com a negativa da suspeição, o processo segue seu curso no STF, enquanto os senadores aguardam uma resposta sobre o andamento da CPI. A situação revela a complexidade política e judicial em torno do caso do Banco Master e a importância da transparência nas investigações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br