© Valter Campanato/Agência Brasil
Compartilhe essa Matéria

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) iniciou, na sexta-feira (19), uma operação para investigar um possível esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do DF. As investigações visam apurar irregularidades relacionadas a contratos antigos de crédito consignado que teriam gerado descontos indevidos nos salários dos servidores.

Alvos da Operação

Entre os 50 mandados de busca e apreensão emitidos, estão o banco digital PicPay e seu CEO, Eduardo Chedid Simões, bem como o Banco de Brasília (BRB), instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal. Além dessas entidades, também foram alvo da operação a Secretaria de Economia do DF, associações de servidores e alguns indivíduos, incluindo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Contexto da Investigação

A apuração está ligada à Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes realizadas por executivos do Banco Master, com a participação de agentes públicos. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, está detido desde abril, relacionado a essa operação.

Respostas das Instituições Envolvidas

A Secretaria de Economia do DF informou que equipamentos de trabalho de seus servidores foram apreendidos durante a operação. A pasta ressaltou que os acordos de empréstimos consignados investigados foram realizados em gestões anteriores e reafirmou seu compromisso com a transparência, colaborando com as investigações. Veja também: Exercícios para quem fica muito tempo sentado: Melhore sua saúde.

Por sua vez, o PicPay negou qualquer irregularidade em suas operações e destacou que os valores antecipados eram disponibilizados diretamente aos servidores por meio do aplicativo, sem intermediários. A empresa reiterou que cumpre todas as normas e está disposta a colaborar com as autoridades para esclarecer a situação.

Situação Atual

Até o momento da publicação desta matéria, a assessoria do BRB não havia se manifestado, e as tentativas de contato com Eduardo Chedid Simões e sua equipe jurídica também não foram bem-sucedidas. A defesa de Paulo Henrique Costa afirmou que ainda não teve acesso aos documentos do caso e se manifestará assim que tomar conhecimento das novas alegações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br