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A recente diminuição dos bloqueios nas rodovias da Bolívia decorre de um acordo firmado entre o governo de Rodrigo Paz e a Central Operária da Bolívia (COB), que ocorreu na sexta-feira, e da implementação de um estado de exceção no sábado.

Impactos do Estado de Exceção

O estado de exceção, ratificado pelo Parlamento no domingo, confere ao governo a capacidade de instaurar toque de recolher em áreas específicas e empregar as Forças Armadas para conter os manifestantes. Essa medida foi tomada após 50 dias de protestos contra políticas governamentais consideradas neoliberais, que resultaram em mais de 80 bloqueios em alguns dias.

Cenário Atual das Mobilizações

Neste domingo, a situação melhorou, com a redução do número de bloqueios de 31 para 12 em áreas como La Paz, Cochabamba, Oruro e Santa Cruz, conforme reportado pela Administradora de Estradas Bolivianas (ABC). A doutoranda Alina Ribeiro, da USP, destacou que a exaustão gerada por esses protestos contribuiu para a diminuição das mobilizações, que causaram escassez de alimentos e medicamentos.

O Acordo com a Central Sindical

O acordo entre o presidente Rodrigo Paz e a COB, firmado antes do estado de exceção, visa abordar questões como reajustes salariais e o alto custo de vida. Segundo o presidente da COB, Mario Argollo, o acordo estabelece um prazo de 90 dias para avaliar os compromissos assumidos pelo governo, além de incentivar a pacificação do país. Veja também: Entenda como funciona a câmara municipal no Brasil.

Principais Pontos do Acordo

Os principais compromissos do acordo incluem: não criminalização dos protestos, proteção às lideranças sociais, e a formação de uma comissão para tratar da liberação de líderes detidos. O governo também se comprometeu a não privatizar empresas estatais e a evitar a entrega de recursos nacionais a interesses privados.

Conclusão

A situação na Bolívia reflete um momento de tensão política, onde a combinação de protestos, acordos e medidas de exceção delineia um cenário complexo. O futuro das mobilizações e a resposta do governo nos próximos meses serão cruciais para a estabilidade do país e para a satisfação das demandas populares.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br