Um estudo recente realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que os empresários do setor industrial identificam a redução de impostos e a reforma tributária como principais prioridades para o governo entre 2027 e 2030. A pesquisa, que envolveu 1.003 executivos de empresas de diferentes portes em todo o Brasil, também enfatizou a importância do equilíbrio fiscal e da melhoria na gestão pública.
Resultados da Pesquisa da CNI
De acordo com os dados coletados entre 7 de maio e 5 de junho, 29% dos empresários apontaram a redução de impostos e a reforma tributária como as questões mais relevantes. Em seguida, 22% destacaram a necessidade de manter o equilíbrio fiscal e aprimorar a gestão pública, enquanto 21% consideraram essencial o incentivo à indústria e à produção.
Prioridades para o Ambiente de Negócios
Além das prioridades gerais, a pesquisa investigou as expectativas dos empresários para suas empresas. A redução de impostos foi citada como prioridade por 45% dos entrevistados, seguida pela redução de juros e aumento da oferta de crédito, ambas com 26%. O incentivo à indústria também permaneceu relevante, ocupando a terceira posição com 21%.
Desafios Enfrentados pelo Setor
Os empresários expressaram que os principais desafios enfrentados no último ano incluem a alta carga tributária, a falta de mão de obra disponível e as elevadas taxas de juros, todas consideradas de alto impacto. Essas questões são vitais para a competitividade e o crescimento do setor.
Intenção de Investimentos para o Futuro
Quanto à intenção de investimentos nos próximos quatro anos, 41% dos entrevistados planejam manter seus níveis atuais, enquanto 28% estão dispostos a aumentar seu volume de investimentos. Por outro lado, 9% afirmaram que pretendem reduzir os investimentos, e 20% não têm planos de investir.
Apresentação dos Resultados e Propostas
Os resultados da pesquisa foram apresentados em um evento voltado para pré-candidatos, onde a CNI defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a desvinculação de mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação. Essas propostas geraram críticas de entidades representativas dos setores envolventes.
Em suma, as prioridades apontadas pelos empresários refletem a necessidade de um ambiente fiscal mais favorável, que promova o crescimento e a inovação na indústria brasileira, contribuindo assim para um futuro econômico mais robusto.

