Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a diferença salarial entre homens e mulheres é significativamente menor em entidades sem fins lucrativos em comparação com empresas e o setor público.
Dados da Pesquisa
De acordo com a pesquisa divulgada em 25 de outubro de 2023, o salário médio mensal das 10,6 milhões de empresas e organizações no Brasil era de R$ 3,9 mil, o que equivale a 2,8 salários mínimos da época. Ao analisar os dados por gênero, os homens recebiam em média R$ 4,2 mil, enquanto as mulheres ganhavam R$ 3,9 mil, refletindo uma disparidade de 16,6%, onde as mulheres recebiam 85,8% do salário masculino.
Salários em Entidades Sem Fins Lucrativos
Quando os dados foram segmentados por natureza jurídica, observou-se que em entidades sem fins lucrativos, a situação era mais favorável para as mulheres, cujo salário médio representava 95,3% da remuneração dos homens. As médias salariais eram de R$ 3.589,82 para mulheres e R$ 3.768,81 para homens.
Disparidade em Empresas e no Setor Público
Em contraste, nas empresas, as mulheres recebiam apenas 78,1% do que os homens, com salários médios de R$ 2.996,79 e R$ 3.838,67, respectivamente. Na administração pública, essa diferença era de 82%, com mulheres ganhando R$ 4.967,51 em comparação a R$ 6.058,19 dos homens. Veja também: Como Fazer Granola Caseira Crocante: Receita Prática e Deliciosa.
Possíveis Explicações para a Disparidade
Caroline Santos, gerente de Análise e Disseminação do IBGE, sugeriu que a menor disparidade nas entidades sem fins lucrativos pode ser atribuída à natureza dessas organizações, que frequentemente se dedicam à assistência social. Isso poderia refletir uma maior preocupação com a equidade salarial. Além disso, a predominância de mulheres em funções de assistência social e saúde também pode contribuir para a redução da disparidade salarial.
Impacto da Legislação
Em julho de 2023, a Lei 14.611, ou Lei de Igualdade Salarial, foi sancionada, obrigando os empregadores a assegurarem salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função. No entanto, a diferença salarial ainda persiste devido a fatores como a sub-representação feminina em cargos de liderança e as interrupções na carreira relacionadas à maternidade.
Cenário Geral do Cadastro de Empresas
O levantamento do IBGE também revelou que em 2024 existiam 10,6 milhões de CNPJs ativos no Brasil, empregando aproximadamente 68 milhões de pessoas, das quais 54,2 milhões eram assalariados. Ao segmentar por natureza jurídica, o país contava com 9,5 milhões de empresas, 1,1 milhão de entidades sem fins lucrativos e 59,4 mil instituições da administração pública, evidenciando um crescimento significativo no número de organizações nos últimos dois anos.

