Na tarde da última terça-feira, os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram prosseguir com a greve iniciada na segunda-feira, após uma audiência de conciliação com o sindicato das empresas de ônibus, o Rio Ônibus, não resultar em acordo.
Desdobramentos da Greve
O desembargador Gustavo Alkmim, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, que mediou a audiência, agendou uma nova sessão para o próximo dia 6 com o intuito de tentar uma solução conciliatória. Contudo, os rodoviários solicitaram a antecipação da audiência para esta quarta-feira, 1º, e a solicitação foi atendida.
Reunião e Decisões dos Trabalhadores
Após a audiência, os rodoviários se reuniram em frente ao tribunal para deliberar sobre a continuidade da greve, onde optaram por manter a paralisação. Durante a assembleia, ocorreram tumultos que resultaram em ônibus sendo depredados.
Reivindicações dos Rodoviários
Os trabalhadores exigem um aumento salarial de 17%, além de salários mínimos de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para outros motoristas. Outras demandas incluem um ticket alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, jornada de trabalho de 5×2 e que o intervalo de refeição seja considerado hora extra. Veja também: Aprenda a Fazer a Receita de Salada Caesar Original.
Posição do Sindicato Patronal
Em contrapartida, o sindicato patronal argumenta que a situação financeira das empresas é crítica, devido à queda de receitas e à redução dos subsídios por quilômetro rodado. Eles propõem um reajuste de apenas 4,39%.
Os rodoviários ainda propõem que o reajuste ocorra em duas parcelas: a primeira de 8% a ser paga em julho e a segunda de 8,3% em novembro.

