© Valter Campanato/Agência Brasil
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O Copernicus, observatório europeu de monitoramento ambiental, anunciou recentemente que o primeiro semestre de 2026 apresentou o menor nível de emissões globais de gases do efeito estufa resultantes de incêndios desde o início das medições em 2003.

Dados e Tendências de Emissão

Entre janeiro e junho, as emissões totalizaram menos de 400 megatoneladas de carbono, evidenciando uma tendência de queda contínua. Em 2003, as emissões eram superiores a um gigaton, e nunca antes os níveis haviam caído abaixo de 500 megatoneladas.

Impacto da África e da Ásia

Os dados do Sistema Global de Assimilação de Incêndios (GFAS) indicam que a diminuição das emissões é especialmente influenciada pela redução dos incêndios na África tropical. Neste ano, a África emitiu cerca de 154 megatoneladas, uma queda em relação a 213 megatoneladas em 2025. A Ásia também apresentou melhoras, reduzindo suas emissões de 164 para 113 megatoneladas.

Incêndios e Temperaturas na Austrália

Durante o primeiro semestre, a Austrália registrou a maior atividade de incêndios florestais, especialmente no estado de Victoria, que enfrentou temperaturas extremas. Mesmo a América do Sul, que historicamente emite menos, viu uma redução de suas emissões, passando de 40,9 para 38,8 megatoneladas. Veja também: Entenda o que é taxa de juros e como funciona na sua vida financeira.

Riscos Futuros com o El Niño

Mark Parrington, cientista sênior do Copernicus, alertou que, apesar do recorde de queda, incêndios recentes na Eurásia e na América do Norte levantam preocupações. A situação pode se agravar devido ao fenômeno climático El Niño, que pode intensificar as secas sazonais e potencialmente aumentar as emissões globais.

Parrington destacou que em anos anteriores de El Niño, como 2015 e 2019, houve um aumento significativo nas emissões devido à queima de biomassa na Indonésia, causando sérias consequências ambientais.

Tecnologia de Monitoramento

O sistema de monitoramento do Copernicus utiliza dados de satélites para estimar a intensidade dos incêndios florestais, calculando assim as emissões de carbono e outros poluentes. A previsão das tendências de incêndios é realizada em colaboração com o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br