O ex-deputado Chiquinho Brazão, que já foi condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (9). A ação investiga o desvio de verbas parlamentares e foi denominada Operação Emendatio.
Operação Emendatio e Mandados de Prisão
Com a participação de 60 policiais federais, a operação teve como objetivo cumprir dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão, todos na cidade do Rio de Janeiro. Os mandados foram emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga crimes relacionados a autoridades com foro especial, como deputados federais.
Prisão de Associados
Entre os detidos, estão Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, e Robson Calixto Fonseca, ambos já condenados no caso Marielle Franco.
Desvio de Recursos e Investigação
A PF identificou que recursos provenientes de emendas parlamentares federais eram direcionados a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro, que mantinham parcerias com órgãos da administração pública federal. Parte dessas verbas era desviada através de pagamentos indevidos e utilização de empresas de fachada.
Irregularidades e Objetivos da Ação
Foram encontradas suspeitas de superfaturamento nas parcerias com as OSCs, conluio entre empresas e inexecução contratual. O objetivo da operação é coletar provas adicionais, identificar outros envolvidos e aprofundar a análise financeira dos investigados. A PF também busca recuperar bens relacionados ao esquema.
Consequências Legais e Histórico de Chiquinho Brazão
Chiquinho Brazão foi cassado pela Câmara dos Deputados em abril de 2025 devido ao seu envolvimento no assassinato de Marielle Franco. Em fevereiro de 2023, o STF condenou os irmãos Brazão a 76 anos de prisão por homicídio qualificado e organização criminosa. Em abril de 2025, o STF autorizou sua prisão domiciliar.
Outros Condenados
Além dos irmãos Brazão, outros envolvidos no caso, como o delegado Rivaldo Barbosa e o ex-policial militar Ronald Paulo Alves, também foram condenados por crimes relacionados ao assassinato de Marielle Franco e obstrução da justiça.
A defesa de Chiquinho Brazão não se manifestou sobre a nova operação quando contatada pela reportagem.

